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3 de julho de 2010 06h11

Vazio sanitário vigora até 30 de setembro em Mato Grosso do Sul

Fátima News com assessoria

Os produtores rurais do estado precisam ficar atentos quanto ao vazio sanitário, medida que evita o surgimento de focos da ferrugem asiática nas plantações de soja, orienta a Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul). O vazio acontece no período de 01 de julho e 30 de setembro, tendo em vista que 90 dias antes de iniciar o plantio do grão, que começa em outubro, não pode haver o cultivo de soja. Até mesmo a sobrevivência de brotos da antiga safra, chamados de tigueiras, pode ser fator de manutenção da praga.

O vazio sanitário da soja foi instituído em 2006 em nove estados como medida para evitar que o fungo causador da ferrugem se prolifere no final da entressafra. Em Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, São Paulo e Minas Gerais a interrupção do plantio do grão acontece a partir de 1° de julho. No Maranhão e Bahia, começa em 15 de agosto, com duração de 60 dias. Nos demais estados o período do vazio sanitário da soja é de 90 dias.

De acordo com o assessor de agricultura da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Lucas Galvan, a medida é a estratégia mais eficiente para o controle da ferrugem asiática. “O vazio é uma forma do produtor controlar os focos de ferrugem na plantação, utilizando menos fungicida e diminuindo o custo da produção  e os impactos ambientais”, enfatiza. Galvan ressalta que o produtor que não aderir a medida está sujeito a multa nas fiscalizações da Agência Estadual de Defesa Sanitária, Animal e Vegetal (Iagro).

A Famasul e o governo do Estado desenvolveram cartilhas educativas que orientam os produtores sobre os benefícios em praticar o vazio sanitário. A entidade, por meio dos sindicatos rurais, e a Iagro realizam trabalhos de conscientização da classe produtora.

Em 2008, a Iagro aplicou 383 multas durante a fiscalização do vazio sanitário. Foram visitadas 4,6 mil áreas de plantio (que podem ser na mesma propriedade), em um total de um milhão de hectares percorridos em 58 municípios. Das multas aplicadas, 134 foram devido à verificação da existência de brotos remanescentes da safra 2007/2008. As outras 249 autuações foram por falta de cadastro das áreas utilizadas no plantio.

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