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26 de Março de 2007 13h00

Usinas de álcool devem injetar R$ 9,2 bilhões em MS até 2009

Mato Grosso do Sul deve despontar nos próximos anos como um dos principais Estados produtores de etanol (álcool combustível), setor em que o Brasil é líder mundial de produção. De acordo com a Seprotur (Secretaria de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo), o Estado deve receber mais 30 usinas de álcool e açúcar até 2009.
A previsão do CDI (Conselho de Desenvolvimento Industrial) do governo do Estado é de que a instalação dessas novas usinas injete aproximadamente R$ 9,2 bilhões no Estado. A estimativa é de que estes novos empreendimentos, depois de prontos, gerem em torno de 80,5 mil empregos diretos e indiretos, nos 25 municípios que devem receber a instalação das indústrias do setor sucroalcooleiro.
Segundo o governo, a logística, disponibilidade de áreas agrícolas e incentivos fiscais são os três principais fatores que estão impulsionando a invasão das usinas no Estado. Conforme a Seprotur, além das 12 plantas industriais já instaladas, sendo duas delas inauguradas ano passado, existem outros 40 projetos protocolados junto ao CDI (Conselho de Desenvolvimento Industrial), com pedido de incentivo fiscal. Desses, dois já foram aprovados, 21 se encontram prontos para serem analisados pelo conselho e outros 17 estão em processo de instrução.
Com a instalação das usinas, MS deve produzir até 2009, 2,5 milhões de litros etanol. Atualmente, a produção chega a 600 mil litros de álcool. A grande maioria das novas usinas devem ser instaladas na região da Grande Dourados e do Vale do Ivinhema. Hoje MS é responsável por apenas 2,5% da produção nacional de cana.
Conforme a secretária de Produção, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, boa parte desses projetos que estão em tramitação serão viabilizados, possibilitando assim a diversificação da base produtiva do Estado bem como da matriz energética. “Um dos desafios desse governo é gerar emprego e com a viabilização desses projetos iremos permitir o desenvolvimento sustentável de boa parte do Estado”, disse a secretária.
PRODUÇÃO
Caso confirmada a instalação de todos esses empreendimentos, o governo do Estado estima que as usinas de álcool e cana-de-açúcar terão juntas uma capacidade de moagem de 85 milhões de toneladas/ano, demandando assim mais de um milhão de hectares de cana-de-açúcar, uma área cinco vezes maior que a atual.
Ainda segundos os dados do CDI, a maior parte da produção será destinada para produção do álcool, que deve industrializar anualmente 3,4 bilhões de litros, entre anidro e hidratado. Ano passado à produção chegou a 770,4 milhões de litros. Para esse ano, conforme as previsões, a variação realmente irá crescer, saindo de 12,4 milhões de toneladas para 16 milhões, um incremento de 28,2%.
As maiores concentrações de área plantada se expandem nos municípios de Rio Brilhante (60,5 mil hectares com produção de 3,6 milhões toneladas), Maracajú (21,7 mil hectares com produção de 1,8 milhão toneladas) e Aparecida do Taboado (20,2 mil hectare com produção de 1,6 milhão tonelada).
O Governo acredita que aproximadamente 70% da área com cana necessária para atender às usinas serão cultivados pelos produtores, ou seja, as indústrias devem produzir apenas 30% da matéria-prima e vão comprar o restante.
 
 
Diário MS
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