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União reconhece situação de emergência de Ivinhema

12 Abr 2007 - 16h36

O governo federal, por meio do Ministério da Integração Nacional, reconheceu a situação de emergência no município de Ivinhema devido ao grave problema de erosão que atinge os bairros Vitória e Triguinã.

O reconhecimento foi publicado no Diário Oficial da União de terça-feira, dia 10. Com isso, Ivinhema poderá receber investimentos da União para combater o problema, que ameaça dezenas de famílias.

Em Ivinhema a erosão que assola a cidade desde 1998 piorou com as chuvas no início do ano. Estradas vicinais foram arruinadas e a erosão começou a invadir um bairro inteiro, no caso o Triguinã. Por conta do problema, moradores podem ficar desalojados se o processo não for contido. Devido a isso, o prefeito Renato Câmara (PMDB) está empenhado na solução do problema.

O reconhecimento da situação de emergência por parte do Ministério da Integração Nacional abre a possibilidade do município receber recursos do governo federal para reparar danos. Primeiramente, o prefeito Renato decretou situação de emergência municipal e buscou o mesmo com os governos estadual e federal, onde também conseguiu o reconhecimento. Agora basta alocar os recursos.

O prefeito Renato informou que já comunicou os deputados e senadores que formam à bancada de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional para que articulem junto ao Ministério da Integração Nacional a liberação dos recursos visando o combate a erosão em Ivinhema.

O “buracão”, como é conhecida a erosão, já destruiu casas e ameaças outras de desabamento.
A Prefeitura de Ivinhema já iniciou um trabalho de combate à erosão no bairro Vitória, através de emenda do então deputado federal João Grandão (PT).

Até agora foram investidos R$ 975 mil em obras de drenagem e uma bacia de contensão de água no bairro. Mas são necessários mais cerca de R$ 5 milhões para a conclusão das obras que prosseguem até o bairro Triguinã, onde a situação está se agravando mais.

A erosão começa no bairro Vitória e prossegue até o bairro Triguenã, numa extensão de aproximadamente quatro quilômetros, com cerca de 30 metros de largura e 10 de profundidade. Para piorar a situação, no Triguenã a erosão criou quatro “braços” que ameaçam “engolir” as casas e até destruir todo o bairro se nada for feito de imediato. A princípio, uma das saídas emergenciais é transferir algumas famílias para outras áreas.

O prefeito Renato também já articulou junto ao Governo do Estado a construção de casas populares em Ivinhema para atender, principalmente, o bairro Triguinã. A idéia é construir casas no alto do bairro e transferir as famílias que estão residindo próximo ao “buracão”. O governador André Puccinelli (PMDB) já sinalizou positivamente com o projeto.

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