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Brasil

TV Morena ganha pela 2ª vez Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo

30 Set 2010 - 14h08Por RMT Online
Série de reportagens da TV Morena ganhou pela segunda vez o Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo. A emissora participou da premiação com série de reportagens sobre educação, exibida no Bom Dia MS entre os dias 21 e 25 de dezembro de 2009.

A série concorreu com 274 trabalhos inscritos por emissoras de todo o País. A premiação ocorre a cada dois anos. O Prêmio (a 10ª edição) foi entregue nesta quarta-feira, 29, em solenidade no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo.

A equipe responsável pela série de reportagem foi representada pelo gerente de Jornalismo Alfredo Singh e a repórter Cláudia Gaigher. O primeiro prêmio foi conquistado em 2006.

A série de reportagens premiadas mostra projetos sociais que transformam vidas, revelam o cuidado com a informação e com a divulgação dos bons exemplos.

As quatro reportagens que integram a série sobre Educação foram realizadas pelas jornalistas Jaqueline Bortolotto (produção) e Cláudia Gaigher (repórter), com imagens dos repórteres cinematográficos Argemiro Barros e Domingos Lacerda. A edição foi de Jaqueline Bortolotto (texto) e Jorge Salvaterra e Reginaldo da Silva (imagens), com operação de áudio de Marcus Vinícius e Mário Lino.

As reportagens da TV Morena foram escolhidas entre 1.516 trabalhos inscritos em todas as categorias.

As matérias mostraram a importância dos projetos extra-curriculares para integrar a família na comunidade escolar. Foram feitas matérias em Campo Grande, Corumbá, Rio Verde e Porto Murtinho.

O objetivo do Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo é reconhecer e estimular repórteres e editores de jornal, revista, rádio, TV e internet na produção de trabalhos que contribuam para a melhoria da educação.

A escolha dos finalistas em cada uma das 5 categorias foi realizada em maio por uma comissão formada por jornalistas, acadêmicos e um especialista em educação.

Para qualificar o processo de seleção das matérias, a 10ª edição contou com a consultoria do jornalista e escritor Zuenir Ventura e participação dos jornalistas Caio Túlio Costa, José Roberto de Toledo, Maria Cristina Poli, Nanci Gil, Carlos Chaparro, Cremilda Medina, Cesar Callegari, David Moisés, Cláudio Camargo e Milton Bellintani.

Como foi a produção da série

A produtora Jaqueline Bortolotto conta como se desenrolou a apuração e realização das reportagens da série “Educação

- A série Educação surgiu da vontade de mostrarmos projetos vitoriosos na formação de crianças e adolescentes, a partir de reportagens feitas em anos anteriores. Vasculhando nossos arquivos, nos deparamos com mais de uma década de denúncias: exploração sexual, trabalho infantil, fome, miséria, abandono social.

- Será que encontraríamos boas notícias em meio a este cenário estarrecedor? A resposta veio em forma de reencontros - diz

Segundo Bortolotto, nos 5 meses entre a produção e a exibição da série, foram percorridos mais de 3 mil e 500 quilômetros de estradas e rios.

“Na 1º reportagem, fomos em busca das crianças que em 2004 mostramos catando iscas, à noite, nos alagados cheios de cobras e jacarés. A reportagem chocou o país e teve repercussão: a comunidade ribeirinha ganhou uma escola. Pelo menos uma vez por ano, visitamos essas crianças”.

- E olha que o caminho não é fácil! Saímos de Corumbá às três da madrugada de barca. Um frio de cortar a pele, e só às 8 da manhã chegamos à escolinha.

Entre os mais de 30 alunos de período integral, a reportagem reconheceu duas meninas da 1º reportagem. Elas se tornaram adolescentes cheias de amor próprio, confiantes de que a escola chegou para mudar o futuro.

- Foi nosso 1º reencontro!

A reportagem foi a Rio Verde, cidade que já foi cenário da exploração do trabalho infantil, para conhecer a Orquestra de Flautas criada por 2 nordestinos que ensinavam música a crianças pobres.

- Durante 3 dias, registramos uma comunidade que aprendeu a respeitar e se orgulhar de suas crianças. Quando gravávamos na casa de uma menina flautista, ela olhou para o repórter cinematográfico e disse: Tio, o senhor não está me reconhecendo? Cris era uma das crianças que ele havia filmado, em 2003, trabalhando na colheita do feijão.

- Nosso 2º reencontro teve lágrimas!

Em Porto Murtinho, cidade turística onde a equipe da TV Morena já havia feito várias reportagens denunciando a prostituição infantil, a equipe encontrou um cenário diferente. “No lugar de jovens vagando pelo porto, encontramos o Coral das Meninas Cantoras. Resultado de um trabalho sério e responsável de educação e cultura.

- Nosso 3º reencontro foi com a infância.

A quarta reportagem foi na fronteira com a Bolívia, onde há cinco anos nasceu um projeto lúdico: o Moinho Cultural queria ensinar balé a crianças carentes. Foi só o começo!

Hoje, o Moinho atende mais de 300 brasileirinhos e bolivianos. Tem uma companhia de dança, uma orquestra de câmara e um coral!

- Nosso 4º reencontro foi com o sonho realizado!

Segundo a produtora Jaqueline Bortolotto, a série de reportagem estava linda, mas ainda faltavam respostas. “Se é possível mudar realidades tão difíceis como as que estávamos prestes a mostrar, por que muitos estudantes ainda vão para a sala de aula e não aprendem, repetem de ano, não gostam da escola? Por que jovens chegam à faculdade com tantas deficiências?

A partir desses questionamentos, foi elaborada a pauta sobre o analfabetismo funcional: “Nosso último reencontro foi com nossa própria vocação. Jornalistas? Sim, mas também educadores. Afinal, sabemos a força de um bom exemplo”.

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