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Tratamento para pedófilos vai de terapia a castração química

18 Mai 2010 - 16h38Por R7

Por não ter cura, a pedofilia permite aos seus portadores apenas o tratamento. A duração depende de cada paciente e envolve psicoterapia cognitiva comportamental e remédios.

O psiquiatra Daniel Martins de Barros, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, explica que as medicações variam conforme os sintomas. Há casos em que são usados antidepressivos, remédios para conter a impulsividade e a agressividade.

- Se o transtorno melhorar ou piorar com o passar dos anos, o tratamento é revisto. Só que quase sempre a ida ao médico acontece depois que o abuso foi consumado. E isso tem a ver com as características da pedofilia, pois o pedófilo não é facilmente reconhecido como doente pelas pessoas próximas a ele e por ele próprio.

No exterior, já aconteceram experiência de neurocirurgias para os pedófilos mais graves. Esse tipo de cirurgia atua diretamente nas áreas cerebrais ligadas a essa impulsão, segundo estudos que definem como causa da doença algumas alterações no cérebro.

Um termo muito usado e polêmico, discutido inclusive na área judicial, é a castração química. Ela nada mais é do que um tratamento medicamentoso baseado em hormônios que diminuem drasticamente o desejo sexual do pedófilo, chegando até a provocar a incapacidade de ereção.

O professor de psiquiatria Raphael Boechat Barros diz que é favor desse tipo de ação quando os medicamentos mais comuns não foram suficientes para evitar a reincidência de abusos sexuais.

- Eu sou favorável [à castração química] como uma última tentativa, até como uma opção ao réu. Para quem já abusou de várias crianças poderiam ser oferecidas essas duas opções. Ou a castração química ou ficar preso para o resto da vida.

Ele cita ainda outro problema comum em toda a área médica.

- Muitas vezes o juiz manda que seja feito o tratamento, mas não tem hospital público disponível. É um problema grave. Nosso sistema de saúde pública na área de psiquiatria é muito ruim.

No mês passado, o presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pedofilia, senador Magno Malta (PR-ES), anunciou que vai trabalhar para criar uma frente parlamentar a favor da prisão perpétua para crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes. Como esse é um assunto que envolve uma cláusula pétrea da Constituição Federal, Malta propõe que os deputados e senadores eleitos em 3 de outubro próximo sejam, também, parlamentares constituintes que teriam como objetivo promover mudanças na Constituição de 1988.

A CPI foi criada em 2008 e tem o objetivo de conscientizar famílias, identificar redes de abusadores e disseminadores de pornografia infantil, promover audiências públicas, para que no final – previsto para 3 de novembro – sejam propostas soluções para os crimes relacionados ao transtorno.

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