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Brasil

Transtornos mentais são causas de afastamento do trabalho

30 Out 2010 - 08h34Por Agência Notisa
A medicina do trabalho tem como princípio básico promover a saúde nos aspectos físicos e mentais, promovendo assim qualidade de vida. No segundo dia do 28º Congresso Brasileiro de Psiquiatria, promovido pela Associação Brasileira de Psiquiatria, na cidade de Fortaleza, Ceará, em um espaço reservado para a discussão desses problemas mentais, o psiquiatra e médico do trabalho do Hospital de Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), Dúilio Camargo, explicou que a Organização Mundial do Trabalho entende que os riscos psicossociais no trabalho estão relacionados ao estresse.

“Como fatores para esse estresse, a instituição credita, entre outros, o excesso de atividades, a pressão e o tempo, os conflitos entre subordinados e superiores e ativades repetitivas”, disse o médico.

Júlio César Fontana-Rosa, professor da USP, observou que os problemas mentais são uma das principais causas de incapacidade. A artrite e artrose vêm em primeiro lugar e, em segundo, aparecem os traumatismos de pescoço e membros e as intoxicações. “Dentre os transtornos mentais, são muito comuns os transtornos de humor, o estresse pós-traumatico e a esquizofrenia”, disse.

Para Dúilio, esses problemas só podem ser verdadeiramente compreendidos se as equipes de perícia souberem quais atividades o paciente realiza e como elas podem o comprometer. E completou, “antes de investigar a doença no empregado, é preciso encontra-lá na empresa”.

Os especialistas levantaram uma outra questão. Segundo eles, embora exista um avanço em relação ao reconhecimento da psiquitria no mapa das doenças relacionadas ao trabalho, a questão ainda é tratada por outros especialistas. “Para que esses problemas sejam resolvidos, é preciso que sejam tratados por profisionais de saúde mental. O que se vê é o assunto sendo tratado por leigos”, alertou Júlio.

Dúilio explicou que o diagonóstico dos problemas mentais devem ser baseados em três aspectos: (1) ocupacionais – relacionados às doenças que a empresa possui, às funções que o paciente realiza e suas relações na empresa; (2) sociais – relacionados aos eventos da infância e adolescência (como a separação dos pais), habitação atual da pessoa, sua condição econômica etc; e (3) psíquicos – que têm haver com enfermidades anteriories do paciente e com aspectos relacionados a sua personalidade, como a ansiedade.

O psiquiatra trouxe ainda a questão de que a qualidade de vida no trabalho está ligada ao relógio biológico de cada pessoa, ou seja, se ela produz mais e se sente melhor durante o dia, à tarde ou à noite. “Existem instrumentos que medem isso. O relógio biológico funciona como um norteador para fazer o diagnóstico de transtorno psíquico. E é comum, com o avançar da idade, que as pessoas mudem, quem é matutino tende a ficar vespertino ou noturno”, explicou.

Os especialistas disseram que o tema psiquiatria e trabalho é uma discussão moderna e de grande importância. E que sua atual e constante discussão reflete os problemas verficados todos os dias no país.

“A qualidade de vida no trabalho é fundamental, sobretudo no que se refere à satisfação. Muitas pessoas trabalham para comer. Não possuem motivação pelo emprego. Seu ganho não possibilita a realização de sonhos. O que podemos esperar de um indivíduo que, em uma cidade como São Paulo, passa duas, três horas em um ônibus para ir ao trabalho?”, argumentou.

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