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16 de Dezembro de 2004 09h25

Transplantes aumentam 25% no Estado

O Estado do Mato Grosso do Sul realizou de janeiro a outubro de 2002, 60 procedimentos de transplantes. No mesmo período de 2003, foram pagos 72. Já em 2004 foram pagos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) 90 procedimentos, um aumento de 25% em relação a 2003.

O Brasil tem o maior sistema público de transplantes do mundo. Só perde para os Estados Unidos em número global de procedimentos realizados – incluindo privados. Em dois anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o país vem batendo sucessivos recordes no setor.

Neste ano, em apenas 10 meses, o volume de transplantes realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) já é maior que o total obtido em 2003 e em 2002. Entre janeiro e outubro de 2004, foram realizados 9.058 transplantes de órgãos e tecidos. Graças aos investimentos feitos até agora, o Sistema Nacional de Transplantes (SNT) faz uma projeção animadora para 2004: se a média se mantiver, este ano pode culminar com 10.870 procedimentos pagos pelo SUS, 27,2% mais que em 2003, quando foram pagos 8.544 procedimentos, e 36,1% maior em relação a 2002, quando foram feitos 7.981.

Com o objetivo de multiplicar esses resultados, o ministro da Saúde, Humberto Costa, lançou campanha publicitária para motivar a população a doar órgãos e tecidos. Só com o crescimento da doação, que é um gesto voluntário, é possível aumentar os resultados do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

Intitulada Começar de Novo, a campanha é composta por filmes para TV, spots para rádios e peças para mídia exterior, internet, revistas de circulação nacional e revistas direcionadas a médicos. Ela será veiculada em todo o país e representa investimento de R$ 4,2 milhões para o Ministério.

Ano passado, o Ministério da Saúde assumiu o compromisso de realizar campanhas sistemáticas com objetivo de estimular as doações. A primeira delas foi feita no final de 2003 e representou investimento de R$ 4,5 milhões. Conforme o compromisso assumido, foram programadas duas campanhas para 2004, com investimento de R$ 10 milhões. A primeira deste ano ocorreu no primeiro semestre.

Com relação ao número de doações, o desempenho também foi positivo. De janeiro a outubro de 2004, foram 1.192. No mesmo período do ano passado, foram 955, e, em 2002, 802 doações efetivadas. Vale destacar que o número de doações é menor que o de transplantes realizados, porque muitas delas são múltiplas (mais de um órgão e/ou tecido).

O Sistema Nacional de Transplantes registra aumento no total de procedimentos realizados em praticamente todos os estados. Isso porque estão em fase de implantação as centrais de transplante do Acre, Rondônia e Tocantins.


Córneas - O que mais cresceu até outubro de 2004 foi o transplante de córnea, com 4.474 procedimentos, tendo um aumento de 44% em relação ao mesmo período de 2003, quando foram feitos 3.091. No mesmo período de 2002, o SUS realizou 2.967 transplantes de córnea.

Tal crescimento é conseqüência da maior conscientização da população, da ativa participação da sociedade no processo de doação/transplante, das campanhas constantes do Ministério da Saúde em prol da doação, e da capacitação dos profissionais por meio dos 27 cursos já realizados nos últimos três anos.


Metas – O governo pretende, até 2007, zerar a fila de espera por uma córnea e reduzir à metade as filas por medula óssea e órgãos sólidos (rim, coração, pulmão, pâncreas e fígado). Mais de 62,5 mil pessoas esperam hoje por um órgão/tecido no Brasil. As metas de redução levam em consideração este número de pessoas na fila e mais os novos pacientes que surgirão nos próximos anos.

A rede pública de saúde conta com 1.253 equipes médicas e 545 unidades credenciadas para a realização de transplantes. Atualmente, estão em curso 19 processos de credenciamento junto ao Sistema Nacional de Transplantes. E até o fim do ano, espera-se capacitar 600 profissionais.

O fortalecimento do Sistema - Ministério da Saúde, secretarias estaduais e municipais, hospitais, sociedades médicas, associações de pacientes e profissionais de saúde - fez o Brasil despontar como um dos países com maior número de transplantes realizados.

O país possui, em quantidade e investimento, o maior programa público de transplantes de órgãos e tecidos do mundo. Em 2004, o Ministério da Saúde prevê recursos da ordem de R$ 400 milhões para a realização de transplantes de órgãos e tecidos. O valor é 16,61% maior que os R$ 343 milhões gastos no ano passado. Em 2002, o investimento no setor foi de R$ 280 milhões. Atualmente, um transplante custa, em média, R$ 35 mil ao Sistema Único de Saúde (SUS).


Brasilcord – Entre os investimentos que o Ministério da Saúde vem realizanodo na área de transplantes, destaca-se a criação da primeira rede de bancos públicos de sangue de cordão umbilical e placentário do Brasil. A rede foi criada no dia 24 de outubro e já realizou, com sucesso, o primeiro transplante do país com sangue de cordão brasileiro. Dois dos 10 bancos que comporão a rede já estão em funcionamento – o do Instituto Nacional de Câncer (Inca – RJ), que é o primeiro do país, e do Albert Einstein (SP).

Quando todos forem implantados, os bancos garantirão que 100% das diversidades biogenéticas dos brasileiros estejam representadas. Isso quer dizer que quase a totalidade dos pacientes poderá encontrar aqui mesmo, no Brasil, doadores compatíveis para a realização do transplante de medula óssea. Atualmente, a demanda por esse tipo de procedimento no País é de três mil pacientes por ano. Deste total, 1.100 transplantes são realizados anualmente pelo SUS.

Além de aumentar de 35% para 90% a probabilidade de encontrar um doador compatível no país, o banco de sangue de cordão umbilical brasileiro vai contribuir com a redução de gastos. Para buscar e obter células de cordão umbilical no exterior, compatíveis para transplante de medula óssea, o Brasil gasta, em média, US$ 23 mil por cordão. Com a implantação da rede de bancos brasileiros, esse custo será de US$ 2 mil por cordão, no primeiro ano de funcionamento da rede.

Para coletar amostras de sangue de cordão umbilical capazes de representar toda a diversidade étnica brasileira, 10 unidades da Brasilcord estão sendo instaladas nas cidades de Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campinas (SP), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

O Ministério da Saúde está investindo R$ 46 milhões para criar e estruturar a Brasilcord. O governo pretende ter armazenados, em oito anos, 50 mil cordões para atender à demanda de crianças e adultos.

Em função da implantação da Brasilcord, o Ministério da Saúde aumentou o número de leitos para realização de transplantes alogênicos não-aparentados devido ao incremento na oferta de possíveis doadores. Este ano, dois novos serviços de transplante de medula óssea alogênico não-aparentado foram incorporados ao SUS, acrescentando mais sete leitos aos já existentes. Hoje, somados os novos, o país conta com 19 leitos destinados a esse serviço.
 
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