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Terremotos matam 08, ferem 900 e forçam fuga de 10 mil no Japão

16 Jul 2007 - 17h36

Dois terremotos, o primeiro de 6,8 graus e o segundo entre 6,6 e 6,8 graus na escala Richter, atingiram a costa oeste do Japão nesta segunda-feira e deixaram um saldo de ao menos oito mortos, 900 feridos e 10 mil pessoas retiradas de suas casas, segundo informações oficiais. O primeiro terremoto também causou o vazamento de pequena quantidade de água com materiais radioativos de uma usina nuclear japonesa, sem ameaçar o ambiente.

AP
Rodovia federal em Nagaoka foi interrompida por violento terremoto
Rodovia federal em Nagaoka foi interrompida por violento terremoto

O vazamento, da central nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, na Província de Niigata, levou a água contaminada para o mar do Japão, em um incidente que não foi relatado ao público durante horas. A central afirma no entanto que não há riscos para a população.

Agências oficiais do Japão advertiram que ainda há risco de novos tremores no país. O primeiro terremoto, que teve seu epicentro a 17 km de profundidade na região de Niigata, sacudiu o noroeste do Japão e foi seguido de várias réplicas.

Oito pessoas, todas com mais de 70 anos, morreram em conseqüência deste tremor, enquanto 900 outras ficaram feridas e ao menos 10 mil tiveram de ser retiradas de suas casas, informou a polícia de Tóquio. Os oficiais afirmam que o número de mortos ainda pode aumentar após serem finalizadas as buscas em áreas de desabamentos no país.

O governo disponibilizou cem centros para acolher as pessoas desabrigadas em Niigata após o tremor inicial, que atingiu o país às 10h13 (22h13 de domingo em Brasília).

Segundo terremoto

Um segundo tremor voltou a atemorizar o país por volta das 23h18 (11h18 de Brasília). A agência japonesa Kyodo afirmou que o terremoto foi de 6,6 graus na escala Richter, enquanto o Centro de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos registrou a intensidade de 6,8 graus.

Issei Kato/Reuters
Ciclista leva bicleta por cratera aberta em rodovia no Japão após terremoto
Ciclista leva bicleta por cratera aberta em rodovia no Japão após terremoto

Este novo tremor, no entanto, ocorreu a uma profundidade de 350,7 km sob o solo do mar do Japão, perto da região de Kyoto, e foi sentido com menos intensidade nas cidades do país. Ele alcançou o grau quatro de uma escala japonesa de sete níveis de intensidade. Um tremor deste nível não costuma provocar danos significativos, e nenhum alerta contra tsunamis foi emitido.

Agências de pesquisa japonesas alertaram que durante toda a semana poderão ser registrados novos tremores de intensidade próxima dos 6 graus na escala Richter. O Japão está localizado em uma das zonas sísmicas mais ativas do mundo.

Usina nuclear

A Companhia de Energia Elétrica de Tóquio (Tepco) confirmou que uma pequena quantidade de água contendo materiais radioativos vazaram da unidade seis da usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, uma das maiores do mundo.

O vazamento ocorreu depois que a usina sofreu um incêndio devido ao primeiro terremoto de hoje, que já foi controlado. Durante o incêndio, os reatores da usina se desligaram automaticamente para checagem.

Segundo a Tepco, a água que vazou para o mar do Japão estava dentro dos níveis legais e seguros de contaminação e não terá efeitos no ambiente. Anteriormente a empresa havia afirmado que não foram registrados vazamentos na usina.

Pânico

O primeiro tremor foi sentido até na capital do país, Tóquio.

Kiyoshi Ota/Reuters
Trem em Kashiwazaki sai dos trilhos antes de partir devido a tremor de terra no Japão
Trem em Kashiwazaki sai dos trilhos antes de partir devido a tremor de terra no Japão

"Fique com tanto medo... os piores tremores continuaram por ao menos 20 segundos", disse Ritei Wakatsuki, funcionário de uma loja em Kashiwazaki. "Quase desmaiei de tanto medo", acrescentou, em alusão ao primeiro terremoto.

"Primeiro houve um forte choque vertical depois ficamos sentindo tremores de um lado para o outro por um longo tempo. Eu não conseguia ficar de pé, prateleiras caíram e tudo ficou jogado", disse Harumi Mikami, 55, uma professora que estava em sua escola em Kashiwazaki, perto do foco do terremoto da manhã.

Muitas casas, a maioria de madeira, desabaram. Crateras foram abertas nas rodovias e o teto de um templo caiu.

O noroeste do Japão sofreu um terremoto que matou 65 pessoas há três anos. Hoje, bombeiros continuavam tentando resgatar uma mulher cuja voz foi ouvida entre as ruínas de uma casa que desabou na região, informou a NHK.

Cerca de 1.700 pessoas fugiram de suas casas para cerca de cem abrigos. Hoje é feriado no Japão e os mercados financeiros estão fechados.

Danos

Os serviços de trens foram interrompidos no norte do Japão devido ao tremor inicial. Um dos trens que estava viajando na hora do terremoto saiu dos trilhos, mas a mídia informou que não há feridos.

A energia e o gás foram cortados de várias casas e a NHK afirmou que 37 mil moradias ficaram sem água. "Temos tanques de água que podem durar por dois dias, mas não sabemos quando o sistema vai voltar a funcionar", disse Reiko Nakao, que trabalha em um hotel na vila de Kariwa.

Alertas contra tsunamis chegaram a ser lançados no país após o primeiro terremoto, mas mais tarde foram suspensos sem registro de ondas gigantes.

Em outubro de 2004 Niigata foi atingida por um terremoto da mesma magnitude do tremor desta segunda-feira. Há três anos, no entanto, o resultado foi pior: 65 mortos e mais de 3.000 feridos. Foi um dos mais mortíferos terremotos no Japão desde 1995, quando um tremor de 7,3 graus na escala Richter na cidade de Kobe matou 6.400 pessoas.

O governo do premiê do Japão, Shinzo Abe, constituiu um escritório especial para lidar com o terremoto, que segundo oficiais danificou ao menos 350 edifícios.

"Está prevista chuva para amanhã na região, então precisamos tomar todas as medidas para salvar vidas e reassegurar as pessoas", disse o premiê a repórteres.

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