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ÁGUAS DE BONITO
Brasil

"Terra das Águas" será exibido no 8º Festival de Inverno

20 Jul 2007 - 04h13
O documentário “Terra das Águas” será exibido quinta-feira, dia 2 de agosto, às 18 horas, na Mostra Ecocine, durante o 8º Festival de Inverno de Bonito. O vídeo retrata a influência das águas na vida do peão pantaneiro, por meio de relatos sobre seu cotidiano e seus antigos costumes, ameaçados pelas novidades tecnológicas.

Dirigido, roteirizado e editado pela jornalista Rosiney Bigattão, o filme tem 58 minutos. Foi dividido em 16 capítulos que mostram as diferentes relações do homem pantaneiro com o meio.

O primeiro capítulo, “Comitiva”, acompanha a viagem de duas comitivas que levam gado do Pantanal para o Leilão da Curva do Leque, realizado na Fazenda Novo Horizonte, em Corumbá. Uma delas faz a Rota das Águas, que parte do Paiaguás; a outra, a Rota Seca, que atravessa a Nhecolândia.

O “Capataz” traz a história do peão Faustino Clemente de Souza, 48, gerente da Baía das Pedras, um paraíso de águas cristalinas em pleno Pantanal da Nhecolândia. “Travessia” mostra a força do gado para vencer a correnteza das águas do Rio Taquari, na difícil passagem entre o Pantanal do Paiaguás e da Nhecolândia.

“Vida estradeira” revela histórias de peões que transportam gado de uma fazenda para outra, de um mesmo proprietário, e chegam a ficar 18 dias na estrada.

“A lida” traz a história de Jonas Barbosa da Costa e sua esposa Claudete, que entre carneadas, arroz carreteiro preparado no fogão à lenha e tererés, fazem relatos de como o Pantanal está se transformando. Ele é um típico pantaneiro que conhece bem a maneira de viver dos antigos e, por outro lado, se adapta aos avanços que mudam a rotina no Pantanal.

“Rota das Águas” acompanha uma das comitivas da Curva do Leque, a que faz a rota mais longa e difícil. O condutor René de Almeida e o cozinheiro, Rosalino de Paula Santos, conduzem a prosa. Falam das ambições que levam na viagem.

“Terra sem Fronteiras” mostra, por intermédio de Leonardo Alonso, a presença do paraguaio na formação do povo pantaneiro. Em “Agonia”, Ivan Carvalho relata como o assoreamento do rio Taquari modificou uma grande área no Pantanal, levando embora, junto com a areia, anos de luta e sonhos. A miséria em que vive às margens do Taquari contrasta com a paisagem estonteante do Pantanal nesse trecho cortado pelo rio, que agoniza sem perder a beleza.

“Chalana” mostra como é feita a viagem na época das cheias. Em uma embarcação de dois andares, seu Ivan vai até Corumbá visitar os filhos. “Rota Seca” acompanha a comitiva conduzida por Alberto Viana por um trajeto de poucos rios e corixos, mas de muita chuva e saudade.

“Traia” apresenta os apetrechos para a tropa e cavaleiros, antes de couro, feita artesanalmente, e agora, aos poucos substituída pelo plástico, mais resistente à água. “Um tempo que passou” conta a história de seu Celestino, que trocou o Pantanal pela cidade de Aquidauana. Em uma casa muito simples e vivendo com muito pouco, relembra o período de glórias de quando era um dos caçadores de onça mais requisitados do Estado.

“Japão” traz o relato de seu Pedro da Costa, filho de japoneses, que nasceu na Fazenda Rio Negro e viu a transformação da terra, antes utilizada para a pecuária, em área de preservação permanente, quando foi comprada por uma instituição com atuação ambiental internacional, o Instituto Conservação Internacional do Brasil.

“Baiano” mostra os relatos de Ezídio de Arruda, o baiano, um homem que conhece a fauna e flora do lugar e é hoje um guia de turismo que bate cartão de ponto. Mesmo adaptado às modernidades do Pantanal, tem boas recordações do passado.

“Picolé”, apelido do jovem Hélio Antônio Martins, relata como o peão se acostuma com as novidades. “Encontro das Comitivas” mostra Demis, René, Rosalino, Davino e tantos outros peões que se encontram na Curva do Leque para mais um leilão. E outra rodada de histórias, com direito a jogo de cartas e futebol no fim de tarde.

"O Leilão" traz o relato de seu Lino, herdeiro de uma grande fazenda no Pantanal, onde acontece a batida mensal do martelo, atraindo gente de toda a planície e do planalto.

O último capítulo do documentário, “A Cidade”, mostra o retorno dos peões para casa, depois de quase um mês de trabalho, e mostra a integração, ou a falta dela, entre campo e cidade. O salário acaba em pouco tempo entre cervejas e mulheres. Corumbá e Campo Grande são os destinos transitórios desses personagens que logo vão estar de volta ao Pantanal para mais uma viagem.

Serviço

O documentário “Terra das Águas” será exibido quinta-feira, dia 2 de agosto, às 18 horas, como parte da Mostra Ecocine, que acontecerá na Praça da Liberdade, durante o 8º Festival de Inverno de Bonito.

O 8º Festival de Inverno de Bonito é uma realização do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e da Prefeitura Municipal de Bonito. Consulte o site do festival: www.festinbonito.com.br.
 
 
MS Notícias

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