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Temos a obrigação de evitar o jogo da volta, diz Betão

14 Mar 2007 - 05h40
O Corinthians vem cambaleando no Campeonato Paulista e quase foi surpreendido pelo Pirambu na primeira fase da Copa do Brasil. De repente, um triunfo aqui, outro ali, a equipe retomou a confiança e resolveu adotar postura de grande. Quer apagar a má impressão das rodadas iniciais do Paulista e, se possível, chegar longe nas duas competições. Por isso, o técnico Emerson Leão não admite surpresas diante do Treze, em Campina Grande, nesta quarta, pela segunda fase do torneio nacional

A ordem é eliminar os paraibanos logo na ida, para evitar o jogo de volta - seria na próxima quarta-feira - e se concentrar exclusivamente nos duelos importantes contra Noroeste (neste domingo), Grêmio Barueri (dia 25) e Santos (28) pelo Estadual.

Apesar de o treinador estar evitando a imprensa estes dias - no embarque em Cumbica pediu para não falar -, o zagueiro Betão, como capitão da equipe, já havia antecipado o pensamento dos companheiros. “Não menosprezamos nenhum adversário, respeitamos o Treze, mas temos a obrigação de eliminar o jogo de volta. Isso nos daria tranqüilidade para a seqüência do Paulista.”

O discurso é bonito e próprio para quem joga em time grande. Mas os confrontos com o rival mostram que a missão corintiana não será tão fácil. Ao contrário, o Treze costuma dar trabalho contra os corintianos. Ao longo da história, foram quatro confrontos, todos terminados com empates, sendo dois deles numa edição da Copa do Brasil.

Em 1999, também pela segunda fase da competição, o badalado Corinthians, campeão nacional e com as estrelas Vampeta, Rincón, Marcelinho, Luizão, Edílson e Ricardinho visitou o adversário e ficou no 2 a 2. Na época, o técnico Evaristo de Macedo resolveu poupar cinco titulares. Na volta, elenco completo e surpresa. O rival abriu 2 a 0 de vantagem na primeira etapa. Foi um sufoco para empatar, com Marcelinho e Dinei. O triunfo veio nos pênaltis: 4 a 2.

Desta vez, porém, os corintianos garantem estar mais concentrados e preparados. O empate no jogo de ida com o Pirambu, por 1 a 1, serviu de alerta: não adianta entrar pensando que vai ganhar com facilidade que quebra a cara virou lema. “A Copa do Brasil abre espaço para os times aparecerem no cenário nacional. Temos de tomar cuidado, vencer e impor o que é o Corinthians”, pregou o volante Magrão. “Todos os anos surgem surpresas. Temos de entrar ligados”, observou Roger, enumerando Ipatinga, Paulista e Santo André.

 

Estadão

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