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Técnico de vôlei critica política esportiva de Lula

20 Set 2004 - 17h54
O técnico da equipe de vôlei do Osasco e ex-treinador da seleção feminina, José Roberto Guimarães, criticou duramente a postura do governo Lula nesta segunda-feira.
 
  • Para ele, se o atual governo não apostar na lei de incentivo fiscal às empresas que apoiarem o esporte de alto nível, o Brasil terá um significativo regresso em várias modalidades.

    Embora concorde no apoio às categorias de base do esporte no País, Zé Roberto acredita que não haverá evolução se os governantes não dedicarem maior atenção aos times profissionais.

    "Acho que o Governo está totalmente errado na política que está escolhendo. Infelizmente vamos regredir muito mais", comentou o treinador.

    "A esperança que nós tínhamos no governo, em todo projeto da lei de incentivo fiscal às empresas, está acabando. Já estou desistindo. Esse governo não vai fazer absolutamente nada pelo esporte."

    Zé Roberto aproveitou para mandar um recado ao presidente brasileiro, pedindo mudanças urgentes na política esportiva. "Lula, está tudo errado, pode trocar tudo, pois, do contrário, vamos continuar marcando passo e depois vamos nos perguntar por que essas coisas acontecem", disse.

    "Não adianta investirmos só na base, porque depois vai ficar uma deficiência muito grande no esporte de alto nível. Se as empresas não tiverem incentivo fiscal, vamos ter uma boa base sempre e ganharemos de todo mundo, mas quando chegarmos na categoria adulta não vamos vencer mais ninguém", opinou o treinador.

    Olimpíada

    Sobre o desempenho da seleção feminina nos Jogos de Atenas, Zé Roberto comentou que a derrota para a Rússia na semifinal ainda o incomoda bastante.

    Na oportunidade, o Brasil vencia o quarto set por 24 a 19 e precisava fazer apenas um ponto para chegar à decisão e garantir, pelo menos, uma medalha de prata.

    "Isso aí é uma coisa que dificilmente vai passar. É uma marca que vai ficar por muito tempo na vida de todos nós que participamos do evento, que é o mais importante de um ciclo olímpico", destacou o treinador.

    "Até hoje não durmo direito pensando naquele momento", confessou Zé Roberto. "Ficou uma grande frustração. Se ganhássemos naquele momento, a medalha de prata já estava garantida, o que seria algo inédito. Seríamos então a melhor geração e a comissão técnica seria elogiada. Mas não conseguimos", lamenta.

    O hoje treinador do Osasco diz que não imaginava em nenhuma hipótese perder o quarto set para a Rússia, principalmente em razão do desempenho do time nas parciais anteriores.

    "Naquele 24 a 19, com a forma como estávamos jogando, não tinha dúvida que íamos fazer aquele ponto", comentou. "Estávamos perdendo o segundo set por 16 a 10 e depois por 21 a 17. A Rússia então não fez nenhum ponto e fechamos em 25 a 21. Fizemos oito pontos sem a Rússia fazer nenhum", comparou.

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