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Tarifas de energia no Brasil estão entre as mais caras

6 Jul 2007 - 13h26
As tarifas residenciais de energia elétrica no Brasil estão entre as mais elevadas do mundo e custam cerca de 65% acima dos preços pagos pelos consumidores residenciais norte-americanos. Os preços pagos no Brasil estão acima até dos vigentes em alguns países europeus, como Espanha e França, embora fiquem abaixo dos registrados na Irlanda, Portugal e Inglaterra.

Conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a tarifa média das 65 distribuidoras de energia no País estão em torno de R$ 327,21 por MW/h, o que corresponde a cerca de US$ 172 ao câmbio de R$ 1,90 por dólar. Nos Estados Unidos, pelos dados da Energy Information Administration (EIA), agência do governo americano, a tarifa média residencial está em torno de US$ 104 por MW/h. Na França o MW/h estava em torno de US$ 144 no final do ano passado, enquanto na Espanha a tarifa média oscilava em torno de US$ 165.

Já em Portugal, Inglaterra e Irlanda os preços estavam acima dos praticados no Brasil, com tarifas de US$ 184 por MW/h, US$ 186 e US$ 258 por MW/h, respectivamente. No México, a tarifa média estava em US$ 101 por MW/h. Os dados referentes aos países europeus e ao México foram extraídos da International Energy Agency (IEA), formada pelos principais países consumidores de energia do mundo.

Tradicionalmente, as tarifas de energia elétrica no Brasil ficavam muito abaixo das vigentes nos países ricos, que são fortemente dependentes de petróleo importado. No Brasil, as hidrelétricas respondem por 95% da energia elétrica produzida no País com custo praticamente zero para o combustível, que é a água.

O sistema brasileiro prevê um "custo para a água" basicamente para cobrir despesas de compensação ambiental aos governos estaduais e municipais. Nos Estados Unidos e na Europa, a energia elétrica é gerada a partir de combustíveis fósseis, especialmente o carvão e derivados de petróleo. A grande exceção é a França, onde 75% da energia provém de centrais nucleares.

Altos reajustes - A inversão ocorreu nos últimos dez anos com os fortes reajustes para as tarifas do setor elétrico. Entre dezembro de 1995 e o final do ano passado, a Aneel reajustou as tarifas residenciais em 386,2%, quase o dobro do reajuste da inflação aferida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mesmo período, que acumulou variação de 210,15%. Outro fator que "encareceu" a tarifa brasileira em relação a outros países foi a apreciação do real ante o dólar norte-americano. Com o real cotado a R$ 1,90 a tarifa brasileira fica mais "cara", quando convertida para dólar.

Os reajustes para as residências, porém, ficaram abaixo dos registrados para o setor industrial nesse mesmo período. No período de dez anos, a agência reguladora reajustou as tarifas pagas pela indústria em 476,44%. Os reajustes mais acelerados para a indústria foram maiores no governo Lula, que inverteu a tendência registrada no governo anterior. Na gestão de Fernando Henrique Cardoso, os aumentos foram maiores para os consumidores residenciais e mais baixos para as indústrias, embora também muito acima do aumento da inflação no mesmo período.

Agência Estado

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