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AGÊNCIA BONITO THIAGO
Brasil

Tabagismo pode matar 10 milhões por ano em 2020

30 Mai 2007 - 16h50
Considerado pela comunidade médica uma doença gravíssima, o Tabagismo atinge cerca de 1,3 milhões de pessoas em todo o mundo, o que representa mais de 15 bilhões de cigarros consumidos diariamente. No próximo dia 31 de maio se comemora o Dia Mundial sem Tabaco e, mais uma vez, autoridades e entidades de todo o planeta concentram seus esforços em campanhas de combate ao fumo e conscientização.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente cinco milhões de pessoas morrem vítimas de doenças relacionadas ao tabagismo e a estimativa é que esse número dobre em 2020, causando 10 milhões de mortes. Para o Dr. Roberto Rodrigues Junior, pneumologista do Lavoisier Medicina Diagnóstica/ Diagnósticos da América (DASA), o cigarro chega a matar hoje, nos países em desenvolvimento, mais que a soma de outras causas evitáveis de morte, tais como a cocaína, heroína, álcool, incêndios, suicídios e AIDS.

"O tabagismo é vilão de grandes prejuízos às pessoas e à sociedade, que sofrem vendo um familiar morrendo lentamente 'afogado fora da água' (asfixiado pelo enfisema pulmonar, também conhecido como Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica - DPOC), sentindo falta de ar para andar, tomar banho, praticar uma relação sexual; ou paralisado em uma cama por um acidente vascular cerebral (derrame cerebral), com várias escaras (feridas) pelo corpo; ou com câncer de cordas vocais, que muitas vezes ao ser extirpado perpetua o paciente a respirar por um traqueostoma (buraco na garganta); ou ainda vítima de um infarto do miocárdio seguido de incapacidade ou morte. Salienta-se também que o tabagismo é responsável pelo câncer de pulmão, este o câncer que mais mata pessoas no mundo", afirma Dr. Rodrigues Junior.

Para o especialista, o tabaco pode também ser considerado um prejuízo econômico, pois alguém terá que trabalhar por essa pessoa antes produtiva e agora inválida, e os sistemas de saúde terão que pagar as contas hospitalares e os medicamentos de uso contínuo das vítimas do tabagismo. Segundo a OMS, o prejuízo global anual até 2010 deve somar U$S 500 milhões por conta dessa doença. "Isso também acontece porque os fumantes tendem a faltar no trabalho cinco vezes mais que as pessoas não-fumantes", completa o pneumologista.

"Para se ter bons resultados das ações contra o tabagismo é necessário mudar a realidade dos fatos e investir pesado contra esse vício. Os cigarros devem ter seu preço aumentado, dificultando a aquisição, e, ao mesmo tempo, as medicações disponíveis para o tratamento de interrupção do tabagismo serem mais baratas e as propagandas deveriam ser completamente proibidas. Apenas dessa forma conseguiremos resultados concretos para as doenças que ele acarreta e à sociedade como um todo", conclui Dr. Rodrigues Junior.
 
 
 
Dourados News

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