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Brasil

SP: prefeito de Presidente Prudente é cassado

19 Abr 2007 - 09h59
Eleito com ampla vantagem para o seu terceiro mandato como prefeito de Presidente Prudente, em São Paulo, o educador Agripino de Oliveira Lima filho (PSC), 77 anos, teve cassado os seus direitos por 5 anos. A vacância do cargo foi decretada durante a noite, depois de muita polêmica pela mesa diretora da Câmara Municipal.

O presidente Câmara, Wladimir Alves Cruz (PDT), o vice Marcos Vinha (PT), 1º secretário José Rocha Sobrinho (PT) e o membro Osvaldo Bosquet (PMDB), acompanhados do assessor jurídico João Baptista Mimessi, em reunião que ocorreu em um hotel da cidade, assinaram no final da noite de ontem, o documento decretando que o cargo de prefeito estava vago. Deve assumir o lugar de Agripino o vice prefeito Carlos Roberto Biancardi (PTB), que já se declarou pronto para assumir.
 
A decisão obedeceu a Lei Orgânica do Município no caso do prefeito ter cassado os seus direitos políticos. Agripino teve os direitos cassados pela Justiça, por cinco anos e ainda foi condenado a ressarcir R$ 716 mil aos cofres do município por ter adquirido, sem licitação internacional, aparelhos para a montagem de um planetário na 'Cidade da Criança' (Parque Temático com zoológico, cartódromo, lagos, teleférico, escolas ambientais, etc) considerada a maior obra de suas administrações.
 
Ontem, o dia foi agitado na cidade. Lideranças políticas se reuniam e discutiam a situação, enquanto parte da população se manifestava em passeata pelo centro de Presidente Prudente com faixas e cartazes contendo frases de apoio ao prefeito que chegou a ser carregado pelo povo.
Na manhã de hoje, o prefeito chegou à prefeitura para o trabalho normal e declarou que só sai "morto". Ele garantiu que permanece no local durante o dia inteiro e espera que os vereadores que tomaram a decisão venham pessoalmente tirá-lo do cargo.
 
Da mesma maneira popular com que em 2002 usou máquinas, caminhões e parte do povo para fechar a rodovia Assis Chateaubriand (SP-425) para impedir a entrada do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) na cidade, Agripino esteve na Câmara Municipal para falar com o presidente Wladimir Cruz.
 
O presidente da câmara Wladimir Cruz anunciou que a decisão não foi da câmara, e sim da Justiça. Ele afirmou que a mesa diretora apenas fez cumprir a lei, e, que pelo menos de momento, não pretende se pronunciar sobre o assunto.
 
Populares já começam a aglomeração na frente do Paço Municipal. É prevista para às 11h de hoje, uma grande manifestação popular a favor de Agripino Lima.
 
 
 
 
Terra Redação

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