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Soros investirá US$ 900 mi em álcool no MS em 5 anos

6 Jun 2007 - 05h03
O megainvestidor George Soros pretende investir cerca de US$ 900 milhões na produção de álcool no Brasil em cinco anos, mas enxerga uma possível superoferta no mercado local e obstáculos para a expansão do comércio internacional do biocombustível.

"A menos que o mercado no resto do mundo se abra, talvez exista uma produção excedente", afirmou Soros, que participa nesta terça-feira do Ethanol Summit, evento promovido pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) em São Paulo.

Numa entrevista coletiva, o investidor criticou o protecionismo nos Estados Unidos e na Europa contra o etanol.

Segundo ele, o mercado vive uma situação paradoxal: há um excedente no Brasil e uma "tremenda fome" por álcool no mundo.

"Existe a proteção à indústria local (nos EUA e na UE), mas ela não consegue abastecer o mercado. Então tem que haver uma mudança política, e a indústria brasileira tem que requerer isso", disse.

Soros tem investimentos pessoais no agronegócio brasileiro por meio da Adecoagro. Criada em 2002, a empresa atuava apenas no mercado agropecuário argentino até chegar ao Brasil em 2004, quando comprou fazendas na Bahia e Tocantins.

As atividades em agroenergia começaram em 2005, com a aquisição da usina Monte Alegre (MG), onde Soros esteve no domingo. A unidade processa 1 milhão de toneladas de cana/ano.

O próximo passo é a montagem de uma empresa de etanol em Mato Grosso do Sul, onde serão aplicados os investimentos de US$ 900 milhões.

Serão três usinas, com uma área total de cana de 150 mil hectares, que até 2015 estarão processando 11 milhões de toneladas de cana e produzindo 1 bilhão de litros de álcool.

Com a nova operação, a receita anual do grupo no Brasil deve subir dos atuais US$ 125 milhões para US$ 600 milhões em oito anos. A Adeco atua também nas áreas de algodão, soja, milho e café no País.

Em março passado começaram a ser plantadas as primeiras áreas com cana em Mato Grosso do Sul e a ser construída a primeira das três usinas, que terá capacidade para moer 3,5 milhões de toneladas/ano. O início da operação está previsto para 2008.

Perguntado a respeito do que achava das críticas do presidente venezuelano, Hugo Chávez, ao etanol, Soros afirmou ser ele um "revolucionário bolivariano baseado nas altas receitas com o petróleo." "Obviamente ele não quer nenhuma concorrência com o etanol", observou.


Câmbio
Soros afirmou ainda que muitas lições foram aprendidas pelo mundo desde a crise asiática, ocorrida há dez anos, e que a posição macroeconômica do Brasil e da Argentina está "incomparavelmente" melhor hoje.

Mas ele classificou como "totalmente errado" o controle de oferta promovido pelo governo argentino, e criticou as taxas de juro no Brasil, que estariam muito altas. Segundo ele, manter reservas cambiais muito elevadas também não seria algo positivo para o país.

Perguntado sobre qual seria a tendência para o real, bem-humorado, afirmou: "eu posso prever o comportamento das moedas, mas não posso revelar essa previsão."



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Fonte: Invertia

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