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CANTINA BAH
Brasil

Soja atinge menor cotação do ano na bolsa de Chicago

21 Set 2004 - 09h52
A expectativa de melhora da condição das lavouras americanas de soja - conforme se confirmou após o fechamento do pregão - fez com que os preços da oleaginosa caíssem 1,7% na bolsa de Chicago. Os contratos com vencimento em janeiro foram negociados a 550,75 centavos de dólar o bushel, ou US$ 12,14 a saca. É o menor preço registrado no ano.

Após o fechamento do pregão, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 64% das lavouras de soja estão em condições de boas a excelentes, o que representa um aumento em relação aos 63% apurados na semana anterior. A melhora já era esperada. "O mercado aposta que o USDA pode revisar para cima sua projeção de safra em outubro", diz Renato Sayeg, da Tetras Corretoras. Em setembro, a agência previu que os EUA poderão colher 77,18 milhões de toneladas.

Outro fator de pressão é a colheita da safra americana. Em Indiana, quarto maior estado produtor, os trabalhos já começaram e a produtividade média apurada é de 56 sacas por hectare. O Usda havia projetado o rendimento do estado em 50 sacas por hectare. "A entrada da safra americana deixou o mercado completamente sem suporte", afirma Sayeg.

Para hoje, a previsão é de chuvas a oeste do rio Mississipi. Deve parar de chover na quinta-feira, permitindo o avanço da colheita. As temperaturas devem cair, mas o risco de geada foi afastado.

Algodão

Os futuros do algodão caíram 2,1% e atingiram o menor preço em um mês ontem, na bolsa de Nova York. A passagem do furacão Ivan não foi desastrosa como se esperava, o que fez com que os preços caíssem. Os contratos do algodão com vencimento em dezembro foram negociados a 47,41 centavos de dólar a libra-peso.

Embora tenham sido registradas perdas no sul do Alabama, noroeste da Flórida e parte do sudoeste da Georgia, os danos devem ser mínimos nesta safra, quando os EUA esperam colher produção recorde. Ainda não saiu nenhuma estimativa oficial, mas de acordo com especialistas, as perdas devem ser mais concentradas, já que o Ivan atingiu as maiores áreas produtoras de algodão da Georgia. O estado é o terceiro maior produtor de algodão dos EUA, atrás do Texas e da Califórnia.
 
 
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