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Brasil

Sinfonia Ecológica reúne 5 mil na Praça Generoso Ponce em Corumbá

11 Jun 2007 - 14h52
Os corumbaenses assistiram ontem à noite um dos maiores espetáculos já realizados na cidade, num misto de música clássica e regional, dança e arte circense. A apresentação da Sinfonia Ecológica Brasileira, com a participação dos sul-mato-grossenses Grupo Acaba (Canta-Dores do Pantanal) e Tetê Espíndola, atraiu cerca  de cinco mil pessoas à praça Generoso Ponce.
 
A Sinfonia Ecológica Brasileira é um projeto da Prefeitura de Campinas, cujo prefeito, Hélio de Oliveira Santos (PDT), é corumbaense. À frente, se destaca a Orquestra Sinfônica Municipal da cidade paulista, fundada há mais de três décadas. O espetáculo, dirigido por José Possi Neto, recria o trajeto dos bandeirantes em busca do ouro e na fixação dos primeiros limites fronteiriços na então província de Mato Grosso, no século 16.
 
Ao lado desse simbolismo histórico, o espetáculo é também um grito de alerta: o planeta está doente. Cinco séculos depois da passagem das monções, os rios estão poluídos ou assoreados e a degradação ambiental retrata o custo da ocupação humana. No palco, músicos e bailarinos traduzem o que pode ser entendido como uma mea culpa através da arte.
 
O espetáculo visto pelos corumbaenses, com o apoio da Prefeitura de
Corumbá, integra a turnê que inclui as cidades de Campinas, São Paulo, Campo Grande e Havana (Cuba), para onde o grupo de 157 artistas embarca esta semana para duas apresentações.
 
Cheiro da terra - As apresentações do Grupo Acaba e de Tetê Espíndola são momentos marcantes do show. Eles cantam o Pantanal, um dos ecossistemas ainda preservados. O Acaba nasceu em 1967 para pesquisar e difundir o folclore e suas composições descrevem o homem, a fauna e a flora do Pantanal. Tetê, com sua voz inconfundível, aprendeu a cantar com os pássaros e também trilhou pelo caminho da ecologia, cujas músicas têm a densidade da imensidão pantaneira.
 
No show, com a participação da orquestra e de artistas da Companhia Cênica Nau de Ícaros e bailarinos da Academia Juliana Omati, ambos de Campinas, a música regional se sobrepõe na voz de Tetê e no ritmo das águas, entre cirandas e cururus, ditadas pelas composições dos Lacerda Moacir e Chico, nascidos em Porto Esperança.
 
Canções como Kananciuê, Piraretã, Pássaro Branco, As Moções, Vaca Tucura, Ciranda Pantaneira, Águas Irreais e Passarinhada ganham novos acordes e arranjos e emocionam o público. O Acaba contou com a participação do violonista Marcelo Loureiro, Sandro Moreno (bateria) e Tião César (acordeon), este também corumbaense de Porto Esperança.
 
 
 
Fátima News

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