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20 de Setembro de 2004 09h37

Setor sucroalcooleiro deve aplicar R$ 1,8 bilhão no PR

O governo do Paraná lança hoje um programa que vai praticamente dobrar a produção de álcool no Estado, atualmente em 1,2 bilhão de litros por ano. Para atingir o objetivo, o setor sucroalcooleiro planeja investir R$ 1,8 bilhão até 2007, dos quais R$ 800 milhões em recursos próprios e R$ 1 bilhão por meio de financiamentos. Os recursos serão usados para aumentar a área de cana em 150 mil hectares e modernizar a indústria. Há 27 usinas de açúcar e álcool no Estado

Na próxima quarta-feira, o governador Roberto Requião deverá viajar ao Rio de Janeiro para formalizar pessoalmente o pedido de financiamento ao BNDES

O Paraná deverá colher este ano 31 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, cultivadas em 363 mil hectares. Além de álcool, produzirá 1,85 milhão de toneladas de açúcar. O superintendente da Associação de Produtores de Álcool e Açúcar (Alcopar), José Adriano da Silva Dias, disse que o setor cresce de 10% a 15% ao ano, e que esta ampliação será feita de olho no mercado externo. Segundo ele, com os novos investimentos a expectativa é de que as exportações anuais de álcool saltem dos atuais 150 milhões de litros para cerca de 1,1 bilhão de litros por ano. Com os 150 mil hectares que serão adicionados à cultura, haverá um acréscimo de 12,750 milhões de toneladas de matéria-prima.

Para consumi-las, algumas indústrias já estão com projetos em andamento. O grupo Usaçúcar, de Maringá, vai construir sua quinta usina, onde serão investidos R$ 150 milhões. A Coopcana, proprietária da maior destilaria de álcool do Estado, contará com uma unidade de fabricação de açúcar em 2005. Além de aumentar a produção, o governo quer gerar 16 mil empregos diretos e 45 mil indiretos. O número está citado no decreto 3.493, assinado há um mês, e que institui a expansão do setor.

Quando começaram os estudos, havia um temor de que a ampliação dos canaviais poderia comprometer o zoneamento rural do Estado. Dias afirmou que isso não acontecerá porque serão usadas regiões subaproveitadas, como previsto no decreto.

O documento também prevê a implantação de um terminal exclusivo de exportação de álcool no porto de Paranaguá, para dar maior independência às usinas, que utilizam terminais de terceiros. A justificativa é de que terminal reduzirá os custos de armazenagem e tornará o produto paranaense mais competitivo.

Atualmente, o Paraná é o segundo maior produtor de álcool do país, atrás de São Paulo. Dos 1,2 bilhão de litros produzidos por safra, 800 milhões de litros são consumidos no próprio Estado e cerca de 250 milhões de litros são enviados para outros Estados brasileiros.

Além de ajudar na captação de recursos e na implantação do terminal no porto, assessores do governador ficaram com algumas tarefas para que o programa dê certo. Uma delas é trabalhar junto com a Alcopar para viabilizar projetos de implantação de novas unidades de produção ou expandir as que já existem. Também caberá a eles a missão de apresentar estudos para que as concessionárias de rodovias e ferrovias do Paraná reduzam o custo da cadeia produtiva do segmento. Outra função é estudar a viabilidade de implantação de um alcoduto ligando Curitiba a Paranaguá.
 
 
 
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