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Sete crianças são envenenadas em Fortaleza

10 Nov 2004 - 10h42
Sete crianças de uma mesma família, cinco irmãos e dois primos, foram encontradas envenenadas, possivelmente por chumbinho, conhecido veneno para matar ratos, em uma casa da favela Boa Vista, no bairro Jurema, em Caucaia, Fortaleza, no Ceará. As crianças foram hospitalizadas.

A causa mais provável é de que as crianças, que têm entre 10 e um ano e seis meses e que estavam sozinhas dentro de casa, tenham usado o chumbinho para "enfeitar" um cuscuz, deixado pela mãe para o café da manhã. Menos de meia hora depois, por volta das 9h, todos começaram a passar mal. A mais velha, C.M.C, 10, ainda conseguiu gritar por socorro.

"Eu tava no quintal, lavando roupa, quando a C.M.C. me chamou dizendo que os meninos estavam passando mal. Ela disse que eles comeram café com pão de milho. Aí resolvi arrombar a porta. A cena foi horrível, eles estavam babando", disse A.T.F., vizinha e a primeira a entrar na casa, por volta das 9h30. Segundo ela, um outro vizinho apareceu com um copo de leite e deu para as crianças, procedimento que não é recomendado pelos médicos. O ideal é dar apenas água.

Logo os próprios vizinhos chamaram uma ambulância através do Centro Integrado de Operações e Segurança (Ciops). Quando perceberam que a gravidade da situação não podia esperar, uma amiga da família conseguiu um carro e levou cinco das sete crianças para o Hospital Nossa Senhora da Conceição, no Conjunto Ceará. "A ambulância não chegava e os meninos não paravam de vomitar", lembra a vizinha A.T.F..

Depois o próprio hospital enviou uma ambulância para pegar as últimas duas crianças. Logo que todas foram socorridas, por volta das 10h, a primeira pessoa da família a chegar na casa foi T.S.D, irmã de cinco das vítimas, que voltou do trabalho para pegar um lanche para a mãe, E.S.B. Muito emocionada ela revelou que os meninos não costumavam ficar sozinhos em casa.

Muito abalada, F.T., tia das crianças, mostrou o local em que a irmã costumava guardar o chumbinho, dentro de um enfeite em cima da última prateleira de uma estante, logo na entrada da casa. O local, por ficar alto, pode ter sugerido segurança para a mãe que trabalha como costureira de sacos.

Mas ontem, ao lado de jarros de flores de plástico, o enfeite estava vazio e caído. Colado ao móvel estava o sofá, cujo encosto tem exatamente metade do tamanho da estante. "Um deles deve ter subido aí", especulou uma das vizinhas.

 

Terra Redação

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