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Servo diz que teve cargo no Governo e se diz traído por Zeca do PT

26 Jun 2007 - 07h45

O empresário e ex-deputado estadual Nilton César Servo, preso durante a "Operação Xeque-Mate sob a acusação de chefiar um dos grupos da máfia dos caça-níqueis, revelou hoje, em entrevista exclusiva ao Midiamax, que foi traído duas vezes pelo ex-governador Zeca do PT, a quem apoiou durante a eleição para o governo do Estado. Após quase duas horas de conversa com a reportagem na sede da Superintendência da Polícia Federal em Campo Grande e o tempo todo algemado, Servo revelou os detalhes dos negócios que mantinha com caça-níqueis, além de sua ligação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A primeira traição de Zeca, segundo Servo, ocorreu quando ele teve a promessa de que sua esposa, a advogada Maria Dalva Cristina Martins, iria assumir a Fundação Estadual de Turismo, mas o ex-governador desistiu de indicá-la ao cargo cinco minutos antes da posse. “Ela estava presente no Palácio da Cultura, mas, cinco minutos antes de fazer o anúncio, o nome dela foi retirado da lista. Ela já estava preparada para assumir o cargo, levando companheiros e familiares”, afirmou.

Servo citou que essa situação foi “bastante difícil” e que estava levando “a primeira punhalada”. Para tentar resolver o problema, segundo Servo, Zeca pediu para que ele o procurasse em seu escritório, mas o ex-deputado preferiu não se envolver mais, pois já estava se sentido traído e magoado com o constrangimento que sua mulher teve que passar.

Zeca prometeu que iria então indicar Maria Dalva para assumir a Procuradoria Geral do Estado, mas a promessa também não foi cumprida. O cargo na Fundação de Turismo seria, inicialmente, ocupado pelo próprio Servo, conforme teria sido acordado em 1998 quando Zeca foi eleito governador com o apoio do empresário, mas, às vésperas das indicações, foi convencido a indicar a esposa, pois “haveria uma restrição a seu nome dentro da ala mais radical do PT”.

Lotesul

A segunda traição de Zeca, segundo Servo, ocorreu quando o ex-governador propôs que ele indicasse um nome para assumir a Lotesul. Servo indicou Benedito Nunes Faria, mas Zeca deixou que o indicado por Servo permanecesse no cargo por 28 dias. “Benedito era um homem honesto e de passado limpo”, garantiu.

Servo afirmou que acabou aceitando a indicação para o cargo da Lotesul “por pressão de amigos e para ter uma aproximação com o governo”. Ele afirmou que, na verdade, achava que eles estavam “lhe dando veneno”, já que ficaria com as mãos atadas porque também atua na atividade ligada a jogos.

O empresário citou ainda que teve um desentendimento pessoal com o ex-governador em Aquidauana e, após isso, só voltou a ter contato com o governador Zeca do PT durante as últimas eleições, quando ele disputou o cargo de deputado federal por Mato Grosso do Sul, através do PSB, partido que firmou coligação com o PT. “A política é muito dinâmica. Tive o prazer de encontrá-lo e assistir o ex-governador pedir votos em guarani para mim. Ele falou os números 4040 em guarani”, destacou.

João Leite Schimidt

Questionado se chegou a ter algum benefício ou apoio para o funcionamento das máquinas caça-níqueis durante o Governo Zeca do PT, Servo afirmou que “Zeca nunca me protegeu, o governo petista só me perseguiu, favoreceu outras pessoas, mas a mim só me perseguiu”, explicou Servo, sem, no entanto, citar quem seriam esses favorecidos.

Ele afirmou que estas perseguições vieram através de sanções, multas, fiscalizações e embargos. Neste momento difícil, segundo Servo, ele teve o apoio de um político e amigo, o presidente regional do PDT, João Leite Schimidt. “O Governo começou a criar dificuldade, principalmente através de policiamento, e graças a Deus naquele momento tive um político e amigo que foi muito solidário, que é o João leite Shcimidt. Ele me poupava de tanta perseguição, de tanta pressão, mas decidi vender minha parte no Real Bingo”, afirmou.

Ele afirmou ainda que Schimidt o ajudou mostrando que estava com os documentos em dia. “Mesmo eu estando com os documentos em dia a Polícia, não estava respeitando meus direitos”, disse Servo, completando que o presidente regional do PDT pediu para que as autoridades policiais respeitassem seus direitos.

Durante toda entrevista, Servo confirmou a atividade ligada a caça-níqueis e jogos, mas garantiu estar dentro da legalidade. Ele desafiou a Polícia Federal e disse que não há provas contra ele que é acusado de formação de quadrilha, contrabando e corrupção ativa.

Lula, Vavá e Morelli

Servo falou ainda da ligação com o presidente Lula e afirmou que “é amigo há mais de 20 anos do Lula, não do presidente”. Ele falou que o único contato que teve com Lula sobre a questão dos caça-níqueis foi em 2003 quando ligou na casa do amigo para pedir a regulamentação da questão dos bingos.

Ele citou ainda que Dário Morelli Filho, compadre de Lula, é “um amigo como irmão” e afirmou que nunca foi sócio dele, limitando-se a afirmar que possuía a casa de jogos em Ilhabela (SP) que fica nas proximidades de uma casa de Dario.

Ele falou ainda que conheceu Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão mais velho de Lula, através do próprio presidente. Ele afirmou que Vavá o procurou pedindo dinheiro emprestado, cerca de R$ 10 a R$ 15 mil. “Falei que ia ajuda-lo e emprestei R$ 6 mil”.

Marco Ribeiro

Servo criticou ainda a ação da PF em prendê-lo sem a quantia de provas suficientes e citou a arbitrariedade em terem o mantido preso no Presídio Federal de Segurança Máxima, onde teve a cabeça raspada. O advogado de Servo, Eldes Rodrigues, consegui transferir Servo para a Polícia Federal.

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