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Servidores radicalizam greve e fecham sede do Incra

15 Jun 2007 - 07h49

Os servidores do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) decidiram radicalizar o movimento de greve e começaram nesta sexta-feira a impedir a entrada de todas as pessoas na sede do órgão. A medida foi tomada em resposta a atitude do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que decidiu descontar os dias parados dos servidores em greve.

Nesta manhã, os servidores do Incra reuniram-se na frente do Instituto e colocaram um cadeado no portão. Eles garantem que vão impedir a entrada de todas as pessoas no local, até mesmo do superintendente do órgão. Os funcionários estão em greve desde o dia 21 do mês passado, entretanto, alguns funcionários com cargos de confiança e funções gratificadas continuavam trabalhando.

Apesar da greve, os funcionários que continuavam trabalhando correspondem a 20% dos 160 servidores do Estados. Eles estavam priorizando atender os casos mais urgentes. Os servidores do Incra reivindicam equiparação salarial entre funcionários ativos e aposentados, além de reajuste salarial igualando o salário ao de outras categorias de servidores. Hoje o salário-base de alguns funcionários do órgão chega a R$ 255,70, como no caso dos agrônomos.

A medida do Governo em descontar os dias parados dos funcionários atinge ainda os servidores do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) que estão parados desde o dia 14 de maio. Eles reivindicam que o governo federal revogue a Medida Provisória 366, que dividiu o órgão em dois, pois acredita que isto poderia ocasionar a enfraquecimento do órgão para viabilização dos projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Todos os servidores, segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais, Virgílio Martins, protestam contra o PLP 01/2007, projeto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que prevê que até 2016 todas as despesas da União com pessoal e encargos poderão aumentar, no máximo, a correção da inflação mais 1,5% ao ano.

No último dia 12, servidores do Incra e do Ibama fizeram um protesto na Praça Ary Coelho, na região central de Campo Grande para que o Governo Federal atendesse as reivindicações dos servidores. Também acompanharam o manifesto estudantes de universidades da Capital.

Kátia Kuratone

Ainda estão em greve na Capital os servidores administrativos da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). A paralisação atinge ainda funcionários do HU (Hospital Universitário), que já está com 40% do atendimento parado. A restrição também afetou as cirurgias eletivas que estão paradas.

 

 

Mídia Max

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