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Servidores do MTE aderem à paralisação em Dourados

19 Ago 2010 - 12h34Por Diário MS

Acompanhando o movimento iniciado na segunda-feira em Campo Grande, os 11 funcionários do MTE (Ministério do Trabalho e do Emprego) em Dourados aderem hoje à paralisação de âmbito nacional que atinge 21 Estados.
Os servidores reivindicam melhores condições de trabalho e de atendimento à população, pela implantação imediata de plano de carreira específico, regulamentação da jornada de trabalho de 30 horas, política de treinamento e capacitação permanente, ampliação das vagas do órgão, paridade salarial entre ativos, aposentados e pensionistas.
Segundo o servidor do MTE em Dourados, Lucas Pasquali Vieira, os funcionários do órgão estão retomando a greve suspensa em dezembro, quando o governo firmou compromisso com os servidores de discutir um plano de carreira específico para o setor, seguindo um cronograma de reuniões que se encerraria em fevereiro deste ano.
Porém, foi estendido até março, sem nenhuma providência tomada quando o Ministério do Planejamento se pronunciou dizendo que não haveria negociação. Segundo os servidores do MTE, o motivo da nova paralisação é a intransigência do governo. Com as atividades suspensas, os grevistas esperam que uma nova negociação de fato aconteça.
A retomada da greve foi aprovada em assembléia realizada na terça-feira. Com a paralisação, devem ficar prejudicados os serviços oferecidos pelo MTE, como emissão de carteira de Trabalho, concessão de Seguro Desemprego e homologação de rescisão contratual. “O atendimento será afetado. No entanto, por força de uma decisão judicial, manteremos 50% dos serviços”, comentou.
A promessa dos grevistas é de só voltarem ao trabalho após o governo federal voltar a sinalizar com uma negociação plausível que atenda os interesses da categoria. Eles reclamam que desde 1988 lutam pela aprovação de um plano de carreira específico.
Após mais de 25 anos, o MTE realizou concurso por imposição do Ministério Público Federal, que considerou a terceirização praticada como ilegal. Mas a tabela salarial concedida aos novos concursados, a exemplo dos servidores antigos, os levou ao status de pior salário da administração pública federal. Segundo eles, esta situação já levou a uma evasão de cerca de 40% dos servidores, piorando consideravelmente o atendimento à população.
Além de MS, a greve atinge os servidores do MTE no Acre, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Piauí, Paraná, Roraima, Sergipe, Tocantins e Rio Grande do Norte.

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