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Brasil

Servidores administrativos da UFMS entram em greve na segunda

26 Mai 2007 - 10h55

Os técnicos-administrativos da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) do campus de Campo Grande entram em greve por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira, dia 28 de maio, para reivindicar reajuste salarial. A greve pode afetar ainda alguns servidores do HU (Hospital Universitário) da Capital, incluindo até mesmo os médicos.

Segundo o coordenador-geral do Sista (Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais do Estado de Mato Grosso do Sul), Lucivaldo Alves dos Santos, no total são cerca de dois mil servidores, incluindo os que trabalham na UFMS e no HU. “Na segunda-feira vamos realizar um ato em frente à reitoria da universidade e já daremos início à greve por tempo indeterminado”, afirma.

Ele explicou que na mesma data, às 14 horas, será realizada uma reunião para decidir quais servidores que trabalham no HU devem aderir ao movimento. A greve pode afetar vários setores do hospital, incluindo técnicos de apoio, funcionários da lavanderia e até mesmo profissionais da saúde como médicos.

“Cerca de 140 médicos são filiados ao Sista, mas não há como todos entrarem em greve, por isso faremos uma reunião antes de decidir sobre a situação dos funcionários do hospital”, explica Lucivaldo, informando que outros médicos do HU fazem parte do Sindicato de Docentes da UFMS e, por isso, não vão aderir ao movimento.

No HU, o protesto é principalmente contra a mudança na forma de pagamento dos profissionais, já que hoje eles são pagos pelo Ministério da Educação, mas há uma proposta em discussão para que eles sejam pagos pela Fundação Estatal de Direito Privado. “Com isso, diminui as garantias dos servidores”, afirma.

Setores afetados

Na UFMS, a greve atinge a biblioteca, setor administrativo e de segurança, sendo que todos já iniciam a greve a partir de segunda-feira. Eles reivindicam equiparação salarial com outros servidores, já que hoje o piso salarial da categoria é de R$ 763,00, além de aumento no valor do vale-alimentação, que hoje é de R$ 126, e do pagamento do auxílio-doença.

Até o início da noite de ontem, segundo a Fasubra (Federação de Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Brasileiras), já haviam aprovado a paralisação 23 das 52 instituições federais do País. Além da UFMS, devem aderir à greve as universidades de Minas Gerais, Brasília, Pernambuco, Ceará, Mato Grosso, e Uberlândia (MG).

Assim como outros servidores públicos federais que já estão em greve, os funcionários querem a derrubada do PLP 01/2007, projeto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que prevê que até 2016 todas as despesas da União com pessoal e encargos poderão aumentar, no máximo, a correção da inflação mais 1,5% ao ano.

No dia 17 do mês passado, os servidores do setor-administrativo da UFMS fizeram uma paralisação de 24 horas, entretanto, como não tiveram as reivindicações atendidas decidiram entrar em greve. Com a paralisação dos servidores da UFMS serviços como biblioteca e almoxarifado estão paralisados hoje.

Paralisações

Os servidores públicos federais do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), iniciaram, no dia 21 deste mês, greve por tempo indeterminado, exigindo correção salarial e equiparação de salários entre servidores ativos e aposentados.

Já os servidores do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) entraram em greve no dia 14 deste mês numa tentativa de forçar o governo federal a revogar a Medida Provisória 366, que dividiu o órgão em dois.

O movimento atinge todos os departamentos do Ibama, inclusive o setor responsável pelo licenciamento ambiental, o que deverá trazer mais dor de cabeça para o governo, empenhado em fazer deslanchar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Ainda os servidores da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) realizaram no dia 21 paralisação por 24 horas em Campo Grande e devem decidir se vão realizar nova paralisação.

Eles protestam contra a PLP-01 e reivindicam aumento salarial e prometem entrar em greve a partir da próxima semana, caso não sejam atendidos.

Os servidores do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) também já fizeram um dia de paralisação. Já os policiais federais do Estado acataram proposta do Governo e encerraram ontem paralisação de 72 horas, sendo a terceira paralisação realizada pela categoria somente neste ano.

Os policiais reivindicavam o pagamento de 30% referente a segunda parcela da recomposição salarial e aceitaram a proposta do Governo de pagar em três vezes, sendo a primeira parcela em 2007 e a última em 2009.

 

 

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