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AGÊNCIA BONITO THIAGO
Brasil

Senar já capacitou 13 mil trabalhadores esse ano em MS

27 Set 2004 - 10h53
O SENAR AR/MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) promoveu até agosto desse ano 891 cursos de capacitação de Formação Profissional Rural e Promoção Social em Mato Grosso do Sul. Todos os cursos da instituição são gratuitos e voltados para o trabalhador e pequeno produtor rural.

Esses números foram apresentados, no último dia 23, para o Conselho Administrativo da instituição. Além desses dados, o superintendente do Senar, Elusio Guerreiro, também comemorou os 10 anos da entidade e os mais de 100 mil trabalhadores e produtores rurais capacitados no Estado desde o nascimento do SENAR AR/MS. “É claro que há uma repetição desses profissionais capacitados”, explicou ao Conselho.

Só esse ano, a capacitação já chegou a 13.305 trabalhadores e pequenos produtores. Em 1993, quando a instituição começou a fazer o trabalho no Estado, o número de cursos não passavam de 80 e o total de participantes não ultrapassava 950 trabalhadores.

As capacitações promovidas pelo Senar são feitas em parceria com os Sindicatos Rurais e são voltadas para a área de agricultura, pecuária, aqüicultura, agroindústria, agrossilvopastoril, prestação de serviços, saúde, educação, artesanato, alimentação e nutrição, organização comunitária e de apoio às comunidades rurais.

Ocupação e renda para família - Guerreiro explica que, além de colaborar com a melhoria de vida do trabalhador rural, a intenção é gerar ocupação e renda também para a família do homem do campo. “O Senar faz além, leva cursos que agreguem renda para a esposa e para a família desses trabalhadores”, comentou o superintendente, explicando que há cursos que ensinam a fabricar detergentes, fazer doces caseiros e compotas.

Para o educador do SENAR-AR/MS, Gustavo de Carvalho, é a qualificação profissional uma das principais responsáveis pelo diferencial no emprego do campo. “A formação profissional proporciona melhoria de vida às pessoas”. Essa condição aumenta o acesso às vagas de trabalho.

A educação, além de facilitar o ingresso no mercado, também cria vagas, como explica o estudante do SENAR-AR/MS João Cantarim, 51 anos, que por três dias participou de capacitação em “Instalação de Cerca Elétrica” no município de Jardim. “O aprendizado ocorreu de forma dinâmica e eficiente. Como sou comerciante e produtor rural, quero aplicar esse sistema de cerca elétrica na área de avicultura, onde vou começar atuar”, revelou. Carvalho, que ministrou a capacitação, explica que a adaptação da proposta à realidade de cada turma ajuda na qualidade do trabalho desenvolvido.

O número de empregos na área rural em Mato Grosso do Sul chegou a 1.528 nos primeiros cinco primeiros meses de 2004, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), elaborado mensalmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Essa pesquisa aponta apenas a quantidade de empregos com carteira assinada e revela que o número de pessoas empregadas no campo corresponde a 7,7% do total de postos gerados no período, 16.461. Somente no mês de maio, 3.375 pessoas foram contratadas com carteira assinada. Na área rural, o crescimento desse tipo de contratação foi de 2,68%, aponta o CAGED.

Para o presidente do Sindicato Rural de Jardim, Gerson Vargas, o dinamismo no repasse de informações contribui para a eficiência do resultado. “Em parceria com o SENAR-AR/MS conseguimos capacitar mais de 800 pessoas que demonstram o aprendizado nas fazendas em atividades de inseminação, preparação de conservas, aplicação de medicamentos e outros”, enfatizando a criação da oferta diversificada de serviços no município após a qualificação profissional.

Entre os moradores de Jardim que conseguiram um posto de trabalho após capacitação está a artesã Selestina Souza de Castilho. Há um ano ela participou da atividade de “Confecção de Cobertores Baixeiros e Cobertores de Lã” e atualmente vende a produção para fazendeiros da região. “Eu não sabia manejar a lã. Aprendi a lavar, qual sabão usar, recolher, desfiar e fiar”, relata. O trabalho conta com o auxílio da família e, atenta às exigências de constante atualização para o bom desempenho no mercado, Selestina anuncia: “Quero aprender mais. Aprendi confeccionar edredons, e no início o patrocínio é difícil, mas eu vou fazer para ajudar pagar minhas despesas.”
 
 
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