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Senador recebe R$ 2,2 milhões sem provar origem, diz Veja

23 Jun 2007 - 08h51

A edição da revista Veja que começou a circular neste fim de semana, traz reportagem revelando que o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), ex-governador do Distrito Federal por quatro vezes, é um dos envolvidos em um esquma que desviava recursos do BRB, um banco estatal de Brasília.

A revista afirmar ter acesso a uma gravação telefônica na qual um dos presos em operação da Polícia Civil de Brasília, Tarcísio Franklin de Moura, ex-presidente do banco estatal e amigo de Roriz, aparece combinando com o ex-governador do PMDB a entrega de 2,2 milhões de reais em dinheiro vivo ao parlamentar.

Segundo a revista Veja, os diálogos sugerem que o dinheiro, que teria sido sacado da conta do empresário Nenê Constantino, dono da Gol Linhas Aéreas, seria entregue na casa de Roriz em um carro-forte.

Antes porém, o senador, o ex-presidente do BRB e pessoas ainda não identificadas negociaram a respeito da melhor forma de receber o dinheiro.

"Na hora que tiver [o dinheiro] com você, você avisa para mim", pede Roriz.

"O dinheiro vai da tesouraria, vai direto. Vai num carro", responde o então presidente do BRB, Tarcísio Franklin.

Ao saber que o dinheiro iria em um carro, o senador se recusa a recebê-lo em casa.

"Ah, não. Aí eu não quero, não. Desse jeito, não", diz.

 Tarcísio pergunta: "Onde é que vai pôr esse dinheiro?".

"Não tem um cofre, não?", questiona Roriz.

"Mas para isso tudo não tem, não", explica Tarcísio, dando uma pequena risada.

Devido ao fato de um senador estar envolvido, o caso foi encaminhado à Procuradoria Geral da República.

Por intermédio de seus assessores, Joaquim Roriz garantiu à Veja que tudo não passa de um negócio simplório entre ele e Constantino.

Segundo o senador, no dia 12 de março, ele se encontrou casualmente com Constantino e comentou que estava sem dinheiro para pagar uma bezerra que comprara por 300.000 reais. Constantino teria dito então que, casualmente, tinha no bolso um cheque de 2,2 milhões de reais e que Roriz poderia levá-lo, descontá-lo no BRB, pegar os 300.000 e devolver o restante. No dia seguinte, 13 de março, assim foi feito.

Roriz apresentou à Veja um contrato entre ele e o dono da Gol, assinado em 12 de março, um dia antes do saque, cópia do cheque e do depósito. “Talvez por envolver dois amigos, o contrato de empréstimo não foi registrado nem as assinaturas foram reconhecidas em cartório”, afirma a publicação.

A revista procurou também Constantino, que confirmou o empréstimo de 300.000 reais a Roriz, assinou um contrato e recebeu notas promissórias em garantia. Em relação ao cheque de 2,2 milhões de reais, Constantino garantiu que nunca ouviu falar. E disse que não tem conta bancária no BRB.

 

 

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