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Seminário elabora estratégia contra praga do mexilhão dourado

4 Set 2007 - 05h43
O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) realiza, no dia 5, próxima quarta-feira, no auditório “Shirley Palmeira”, em sua sede, um seminário para traçar o Plano de Ação para o Controle do Mexilhão Dourado no Estado. Essa pequena espécie de molusco vinda da Ásia está se espalhando pelas bacias hidrográficas dos rios Paraná e Paraguai, que contornam Mato Grosso do Sul, ameaçando o ecossistema da região.
 
Para participar do evento, que não será aberto ao público, foram convidadas cerca de 40 instituições públicas e privadas que realizam estudos na área, tenham a incumbência de combatê-lo ou cujas atividades possam ser afetadas pelo bioinvasor. O evento abordará as características do animal, métodos de coibição e propostas de combate. A partir das discussões do seminário, será elaborado o plano de controle que determinará estratégias para impedir sua proliferação.
 
Histórico e características
 
A espécie de água doce, originária do Sudeste Asiático, em especial da China, cruzou o oceano no tanque da água de lastro de navios cargueiros que aportaram no estuário do Rio da Prata, na Argentina, em 1991. Lá, eles despejaram o conteúdo dos tanques, liberando o animal no ambiente. Desde então, ele tem se espalhado pelas bacias hidrográficas, chegando ao interior do continente e à região do Pantanal. Foi registrado pela primeira vez em Corumbá, no rio Paraguai, em 1998.
 
O que torna o mexilhão dourado uma espécie invasora tão perigosa é a grande força reprodutiva e o fato de não encontrar inimigos naturais. Ele não serve para a alimentação dos peixes ou humana, ocupa o lugar de espécies nativas e afeta todo o ecossistema invadido. Além do prejuízo ambiental, o mexilhão traz perdas para as atividades econômicas que dependem de recursos hídricos, como geração de energia, tratamento de água e até a pesca, porque é capaz de entupir motores de embarcações, encanamentos, sistemas de irrigação, sistemas de resfriamento de indústrias e hidrelétricas, além de afundar tanques-rede e bóias sinalizadoras de navegação. Pode, ainda, vir a prejudicar o turismo, caso se fixe em áreas aproveitadas para tal atividade.
 
O mexilhão não nada, por isso depende da ajuda humana para se disseminar. O molusco pode ser transportado nos cascos de barcos, depósitos de água para limpeza das embarcações, viveiros de iscas vivas, raízes de plantas aquáticas e equipamentos de pesca. Assim, conforme os barcos viajam, levam juntos mexilhões adultos incrustados em equipamentos ou suas larvas imperceptíveis na água utilizada dentro do barco. Logo, entre outras providências, as ações de controle do molusco terão, necessariamente, de sensibilizar o público que transita pelos rios da região, a fim de que adote medidas para evitar o transporte involuntário do animal.
 
Com informações do Imasul

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