Menu
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
quarta, 20 de fevereiro de 2019
LIMIT ACADEMIA
Busca
ITALÍNEA
Brasil

Sem laudos, morte de bebê emperra na Polícia Federal

12 Jun 2013 - 11h05Por Dourados Agora

Sem laudos médicos, o Instituto Nacional de Criminalística, área de Perícias de Medicina e Odontologia Forenses, em Brasília, não concluiu o inquérito sobre a morte de bebê no Hospital Universitário. O bebê, filho de Valdecir Ferreira Sobrinho e Gislaine Ardigo, morreu no dia 17 de abril de 2011. Os pais suspeitam de negligência por parte do hospital.

De acordo com a Polícia Federal faltam documentos de condução do trabalho de parto e de assistência ao parto e recém-nascido, bem como os exames de pré natal. Apesar de receber a instrução, a Polícia Federal em Dourados não determinou nenhuma diligência, em virtude da falta de delegado para conduzir este Inquérito Policial. Segundo informações, desde a saída do delegado José Antônio Franco, no início do ano, a PF não destinou substituto para o caso.

Em janeiro deste ano, a Polícia Federal começou a intimar profissionais de saúde, como médicos e enfermeiros que atuaram do pré-natal ao parto do bebê. O objetivo é ajudar a esclarecer a morte. De acordo com a Polícia Federal, a versão desses profissionais será decisiva para a conclusão do inquérito que apura eventual negligência ou erro médico. Conforme a PF, também já foram oficiados o HU e a Unidade Básica de Saúde do bairro João Paulo II, a fim de levantar informações sobre o caso.

Segundo a Polícia Federal, receituários, exames, prontuários e relatórios de depoimentos serão suficientes para esclarecer a morte do menino dispensando a exumação, conforme análise do Instituto Nacional de Criminalistica em Brasília.

O então delegado responsável pelo caso, José Antônio Simões de Oliveira Franco, explicou no início do ano que se descartada a hipótese de exumação, provavelmente ela não traria as respostas acerca dos questionamentos do caso. “A análise documental poderá nos fornecer muitas provas”, destacou. O delegado ouviu os pais do bebê, em abril do ano passado. O depoimento durou mais de três horas. O caso está sendo investigado em conjunto com o Ministério Público Federal.

CASO

A mãe, gestante de 41 semanas, não teria condições de passar por um parto normal mas, segundo o pai, os médicos teriam ignorado os apelos. Conforme ainda o pai, durante o parto, a equipe médica notou que o cordão umbilical estava enrolado no pescoço do bebê. Diante disso, a equipe teria empurrado o bebê para dentro da barriga da mãe e realizado uma cesariana. A criança morreu e a mãe ficou com vários hematomas no abdome.

Outro problema apontado pelo pai foi a demora no atendimento. Ele conta que o filho deveria nascer no dia 13 de abril, ocasião em que levou a esposa até o hospital. Lá recebeu a informação de que deveriam aguardar alguns dias, tendo em vista que o bebê não estaria pronto para nascer. Dois dias depois a gestante começou a sentir contrações e foi novamente levada ao hospital e desta vez foi internada. Após dois dias de fortes dores, teria sido encaminhada para o parto normal.

O pai diz que procurou o MPF como maneira de chamar a atenção do poder público em relação as mortes que estavam ocorrendo na época na maternidade e evitar perdas de novas vidas. Ele conta que muita gente ainda tem medo de denunciar e que em nome dessas pessoas está procurando justiça.

A Associação de Vítimas de Erros Médicos de Mato Grosso do Sul (Avem-MS) diz que há suspeitas de que, ao empurrar a criança para dentro do ventre da mãe, o pescoço do bebê quebrou. No ano passado, pais e familiares de vítimas de erros médicos, saíram as ruas de Dourados pedindo providências. Os pais buscam justiça em relação às mortes. O caso do bebê está sendo investigado por uma comissão interna de ética médica.

UFGD

Sobre o caso, a assessoria de comunicação do HU remeteu nota na época. “Com relação ao caso da paciente Gislaine Nunes Ardigo, a direção-geral do HU/UFGD informa que todo óbito neonatal é investigado por um comissão interna de ética médica, que já está avaliando este óbito.

A direção clínica informa ainda que já iniciou uma investigação mais aprofundada do caso, com avaliação dos prontuários médicos e obtendo informações junto à equipe.

Em 2011 uma pessoa que preferiu não se identificar relatou que, ao prestar socorro a uma gestante, viveu momentos de horror na época dos fatos. Segundo ele, a mulher, grávida de 5 meses apresentou fortes dores. Ao chegar no hospital da Vida, apesar da emergência, os atendentes informaram que ela deveria procurar o Pronto Atendimento Médico (PAM).

Ao chegar no local recebeu a informação de que na unidade não havia especialista para atender, nem ambulância no PAM ou no Hospital da Vida. Ela perdeu a criança no carro que a levava para o HU. “Uma situação lastimável. Fiquei chocado com a omissão de socorro por parte dos hospitais. Algo deve ser feito com urgência na saúde para evitar novos casos como este”, reclamou na época.

Deixe seu Comentário

Leia Também

SUPERAÇÃO
Jovem que morou 5 anos nas ruas se forma em Direito
FENÔMENO
Maior superlua de 2019 iluminará o céu nesta terça, 19
FAMOSIDADES
Padre sertanejo acusado de ostentação cobra entrada de idosos para assistir programa
ACIDENTE FATAL
Adolescente é atropelada quando levava pai em cadeira de rodas, veja o vídeo
VIOLENCIA DOMESTICA
'Não consigo reconhecê-la', diz irmão de mulher espancada no 1° encontro
O REI ROBERTO CARLOS
Roberto Carlos vestiu rosa e se mostrou contrário a projeto de Jair Bolsonaro
BRIGA NO PLANALTO
Magoado e traído, Bebianno não vai poupar filho de Bolsonaro
TRÁGICO
Mãe do piloto de Ricardo Boechat morre três dias após o filho
OUTROS 10 ESTADOS
Horário de verão termina à meia-noite; relógios devem ser atrasados em 1h
BARBÁRIE
Rosane Santiago Silveira, torturada e morta em sua própria casa