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Sem embalagem, Copa América supera Euro no campo

24 Jul 2004 - 10h55
Estádios modernos, presença maciça de torcedores e jogadores dos principais clubes da Europa poderiam fazer da Euro 2004, disputada em Portugal, uma competição imbatível. No entanto, os números provam que, dentro de campo, a Copa América, mesmo sem as estrelas brasileiras, como Ronaldo, Ronaldinho e Kaká, foi um torneio com mais atrativos.

A Copa América tem 2,95 gols de média por partida, contra 2,48 da Eurocopa. Além disso, nenhuma partida do torneio sul- americano terminou sem gols, fato que se repetiu em quatro oportunidades em Portugal. Nas 31 partidas da Euro, apenas sete tiveram quatro ou mais gols. Nos 24 jogos disputados até o momento no Peru, foram marcados quatro ou mais gols nove vezes.

A maior vantagem da Copa América sobre a Eurocopa, entretanto, está nos finalistas. Enquanto Portugal e Grécia fizeram uma decisão exótica, envolvendo a empolgação dos donos da casa contra o pragmatismo da zebra da competição, Brasil e Argentina, maiores potências do continente e rivais históricos, decidem pela primeira vez a competição sul- americana e chegam através do brilho de suas estrelas, casos do argentino Tevez e do brasileiro Adriano.

"A Eurocopa é superior em termos de glamour e organização. Afinal, os países europeus têm mais poderio econômico do que os sul-americanos. Por isso eles ganham em conforto e têm estádios melhores e mais modernos. Mas, em termos de qualidade, que é o que interessa, a Copa América não fica devendo nada. É igual ou melhor", disse o técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira.

Antes do início da Copa América, o treinador esteve em Portugal para acompanhar algumas partidas da Eurocopa. Parreira chegou a fotografar os jogos para analisar taticamente o posicionamento das equipes.

Embora considere o torneio sul-americano uma competição de nível técnico elevado, Parreira ressalta o número de vencedores de Copas do Mundo na Eurocopa.

"Existem seleções em ascensão na América do Sul, como a Colômbia. Mas tinham todos os ex-campeões mundiais lá na Eurocopa e só faltavam Brasil e Argentina", afirmou o técnico, se esquecendo do Uruguai, campeão mundial em 30 e 50 e semifinalista da Copa América.

Os campeões mundiais, por sinal, fracassaram na Eurocopa. Itália e Alemanha não passaram nem da primeira fase, enquanto Inglaterra e França, consideradas favoritas ao título, caíram diante de Portugal e Grécia, nas quartas-de-final da competição. Já na América do Sul, os vencedores de Copas do Mundo não decepcionaram. Além de Brasil e Argentina, o Uruguai se recuperou de vexatória campanha nas eliminatórias para 2006 e disputa o terceiro lugar contra a Colômbia, neste sábado.

 

Terra Redação

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