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Sem Carpegiani, Corinthians corre atrás de novo treinador

27 Ago 2007 - 10h19
“Ele não tem multa rescisória? Não tem mesmo? Pode ser mandado embora sem Corinthians ter de pagar nada?” Essas foram as três primeiras perguntas que Antoine Gebran fez ao presidente Clodomil Orsi quando assumiu o cargo de vice de Futebol do Corinthians. Ele se referia a Paulo César Carpegiani. Desde que assumiu o cargo, na sexta-feira, o dirigente queria demitir Carpegiani e contratar Mário Sérgio, seu velho amigo. A humilhante derrota contra o Cruzeiro por 3 a 0, no sábado à noite, foi a gota d’água.

“Não sou de derrotas. Senti que estava faltando garra, o time estava embolado, não rendia”, disse Gebran. “Era hora de trocar de técnico, e troquei. Foi decisão minha. Nem o presidente estava sabendo. Ele me deu autonomia e a utilizei para o bem do Corinthians”, afirmou Gebran, que já havia comandado o futebol corintiano em 1985.
 

Gebran também é aquele dirigente à moda antiga, que dá muita atenção aos torcedores. Principalmente aos da Gaviões da Fiel, principal torcida uniformizada corintiana. Tanto que foram os primeiros a saber da demissão após o mais recente vexame da equipe.

 

Carpegiani foi contratado pelo Corinthians seguindo indicação do empresário Orlando da Hora. Só por haver telefonado para o técnico em nome do Corinthians, ele embolsou R$ 150 mil, pagos pelo presidente afastado Alberto Dualib. Carpegiani recebia R$ 120 mil mensais, sem direito a multa.

 

O problema é que Gebran agiu como torcedor e não tem um plano B, ou acerto prévio com outro treinador. Mário Sérgio ganha cerca de R$ 70 mil. A diretoria do Figueirense não costuma colocar multa nos contratos que faz com os treinadores. Foi assim que Muricy Ramalho saiu para trabalhar no Internacional, logo após de ter renovado seu compromisso, em 2002.

 

Na reunião de sábado à noite entre Gebran e Clodomil, os dois levantaram o salário de Mano Menezes. Ele recebe R$ 130 mil no Grêmio e empresários que negociam com o time gaúcho garantem que o treinador não quer sair de Porto Alegre. Foram também lembrados Tite e Márcio Bittencourt. Mas não houve empolgação. Nelsinho Baptista, igualmente citado, tem um grande inimigo: brigou com Alberto Dualib, de quem Orsi é amigo há décadas.
 

De concreto houve o telefonema para o treinador do time B, Zé Augusto, assumir interinamente a equipe, pelo menos no jogo contra o Atlético Mineiro, nesta quarta-feira à noite no Mineirão. “Vou conversar com os atletas e mudar muita coisa”, avisou Zé Augusto.

 

 

Estadão

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