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Selic cai 125 pontos-base até o final do ano, prevê economista

13 Jul 2007 - 08h28
A Selic terá uma nova queda de 50 pontos-base na próxima reunião do Copom, pelo menos é o que espera o economista-chefe do Unibanco, Marcelo Salomon. Em entrevista para o Conta Corrente, da Globo News, ele previu duas novas reduções da taxa básica de juros da economia até o final do ano.

"Existe espaço para cortar mais uma (queda de 50 pontos-base, no mês de setembro)", antecipou o economista. "Em outubro/novembro, o BC dá uma sinalização de 25 pb e faz uma pausa em dezembro", prognosticou.

O economista disse ainda que o caminho para diminuir a especulação cambial seria justamente uma menor intervenção do Banco Central no mercado de câmbio: "Eu acho que, à medida que ele deixasse se apreciar um pouco mais (o real), as apostas especulativas seriam um pouco menores na margem."

Para o economista, a taxa de juros deixou de ser a única responsável pela valorização do real. O sucesso da balança comercial, puxado pela valorização de commodities, seria outro fator importante dessa equação. "Independente da taxa de câmbio nominal que a gente vem experimentando no Brasil, a exportação é cada vez mais crescente. E tem-se um fluxo de câmbio cada vez maior", ponderou Marcelo Salomon. "Então é uma situação muito complexa, não é uma história de juros", prosseguiu o economista-chefe do Unibanco. Segundo ele, a entrada de capital especulativo é uma boa notícia para o País.

Apagão – O crédito e a redução dos juros devem continuar alimentando o crescimento da economia brasileira, prevê o economista. Porém, ele afirma que o País precisa investir mais em infra-estrutura para que não se repitam os problemas enfrentados pela Argentina. "O que eu gostaria de ver é uma postura mais pró-investimento de infra-estrutura do governo", salientou Marcelo Salomon.

Ele aproveitou para ironizar as declarações do ministro da Fazenda de que o crescimento moderado no Brasil seria parte de estratégia para evitar o apagão. "Deveria ser uma causalidade inversa: o governo trabalhando mais, incentivando mais investimentos para se acreditar que o País vai crescer de uma maneira muito mais rápida no futuro, sem ter risco de apagão logístico, aéreo, ou qualquer outro que seja", alfinetou.

 

 

AE

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