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Seleção brasileira enfrenta a Itália na semifinal do Mundial de Vôlei

9 Out 2010 - 10h05Por R7

Se para o técnico Bernardinho não há favoritos na semifinal de Brasil e Itália pelo Mundial de Vôlei, neste sábado (9), a partir das 16h (horário de Brasília), a grande diferença no ginásio Palalottomatica de Roma será a torcida. Quem ganhar faz a final no domingo (10), contra o vencedor de Sérvia e Cuba, que têm jogo marcado para as 12h.

 

O treinador brasileiro está bem consciente disso, pelo que falou ao jornal Corriere dello Sport.

- Sabemos da dificuldade que teremos. A torcida do público em Roma será quentíssima e haverá muita pressão, como é normal em jogos como este.

O central Rodrigão, destaque da seleção brasileira neste Mundial pela eficiência do bloqueio, lembra que “toda a festa foi feita para eles e a gente está aqui para tentar estragá-la”.

Lucas, também central, diz que a seleção brasileira precisa entrar “com ânimo redobrado, multiplicado por mil”.

- Vão ser todos contra nós. Cada ataque nosso vai ser com muita raiva.

Mas o objetivo tem de ser outro bem outro. Em vez de raiva, frieza. Foco, como explica o levantador Bruninho.

Para ele, enfrentar a torcida e uma seleção experiente como a da Itália exigirá dos brasileiros “focar toda nossa energia para dentro de quadra”.

Em um jogo de altíssimo nível técnico como esse, é necessário muita concentração e saque eficiente para atrapalhar a armação do ataque adversário. Assim se facilita o próprio bloqueio e a finalização de pontos.

Vermiglio e Bruninho

A esperança de Bernardinho é desestabilizar a chance dos italianos variarem o ataque, porque têm “ótima defesa e ótimo bloqueio”.

Ele também falou ao jornal italiano do levantador adversário – o veterano Vermiglio.

- Sempre lúcido e o verdadeiro maestro do time. Se haverá equilíbrio com Bruno [levantador títular do Brasil]? Vamos lembrar que Valerio Vermiglio já tem dez anos de jogo no alto nível e venceu praticamente tudo, enquanto o Bruno ainda está começando.

Para Bernardinho, 2004 foi um ano de crescimento do vôlei brasileiro (campeão olímpico em Atenas). A seleção brasileira já tinha sido campeã mundial no Mundial-2002 e seria novamente em 2006 – busca, agora, o tri mundial, que a Itália já conquistou nos anos 92: 1990-94-98, com sua chamada “Geração dos Fenômenos”.

"Melhores do mundo" sob pressão

É o que também lembra Andrea Anastasi, o técnico italiano e ex-jogador de sua seleção, como Bernardinho, ao mesmo jornal Corriere dello Sport.

- O cenário dos últimos 20 anos do vôlei mundial estão divididos igualmente: nos anos 90, com o domínio da “Geração dos Feômenos” da Itália, ganhando tudo, exceto o título olímpico. De 2000 em diante, o ciclo é do Brasil, do jogo bonito. Nossa semifinal deste sábado tem tudo para ser uma partida épica.

A partida será dificílima, no entender de Anastasi, contra “os melhores do mundo”, que têm dominado a última década, “mas sem clima de revanche, que isso não existe no nosso esporte”.

Ele se diz tranquilo e espera apenas que seu time tenha um bom rendimento e consistência, principalmente na defesa-bloqueio, para conter o ataque dos brasileiros.

- Serão eles que jogarão sob a maior pressão.

Jogador do século: destaques e decepções

Quem também falou sobre a semifinais foi Lorenzo Bernardi, ele mesmo jogador da “Geração dos Fenômenos” e que trabalha como comentarista no Mundial da itália.

Para ele, as “surpresas” foram Itália e Cuba chegando às semifinais, o que não conseguiam há um tempo, “dando espetáculo , mostrando determinação e um belo vôlei”.

Lolo, escolhido “jogador do século 20” ao lado do norte-americano Karch Kiraly pela FIVB (Federação Internacional de Vôlei), voltou ao assunto da escolha de resultados para se beneficiar do regulamento, ao apontar suas decepções no torneio.

- Rússia e Brasil, pela maneira como se comportaram fora do esporte, deixando de lado o jogo, pensando só no próprio interesse. E os russos perderam a chance de medalha, como também a Bulgária.

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