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Fátima do Sul, 24 de Outubro de 2017
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7 de Outubro de 2004 13h02

Seis funcionários da Saúde serão demitidos

O ministro da Saúde, Humberto Costa, divulgou hoje o resultado da auditoria realizada em três mil processos no Instituto Nacional de Tráumato-Ortopedia (Into) referentes ao período de 1995 e 2002. Nove pessoas foram investigadas e somente uma inocentada. Seis serão demitidas, uma, que estava aposentada, terá seus benefícios cassados, e outra terá suas atividades profissionais suspensas por 90 dias. Os nomes dos envolvidos serão mantidos em sigilo.

"Era um grupo que ocupava cargos estratégicos, como responsáveis por áreas como almoxarifado, compras, despesas. Ou seja, tinham à sua disposição todos os instrumentos para a prática da corrupção", afirmou o ministro, que fez questão de enfatizar que todas as irregularidades foram cometidas no governo passado.

Embora não tenha feito uma crítica direta ao ex-ministro da Saúde José Serra, Humberto Costa acrescentou que muitas denúncias que foram investigadas nesse processo já eram conhecidas antes da atual administração do hospital.

O resultado da auditoria será encaminhado ao Ministério Público Federal e à Policia Federal, que também acompanhou o processo de investigação, para que sejam aplicados os processos criminais correspondentes aos crimes praticados.

O ministro anunciou, ainda, que o Ministério vai abrir investigações para apurar irregularidades em 32 obras, realizadas de 1995 a 2003, com verba do Into. Entre elas, está a reforma do Hospital Anchieta, que custou cerca de R$ 3 milhões e que, segundo o ministro da Saúde, não tem condições de ser utilizado.

"Ele é um verdadeiro elefante branco", disse, citando ainda obras que foram realizadas com verba federal em prédios alugados. Essas obras somaram R$ 1,878 milhão.

Humberto Costa anunciou ainda que também será aberto um processo administrativo semelhante ao do Into no Hospital Geral de Bonsucesso para investigar irregularidades em contratos e compras realizadas pela unidade.

Todas as investigações serão realizadas pela mesma equipe que trabalhou no Into. A equipe é formada por três advogados da União e comandada pelo consultor jurídico do Ministério da Saúde, Adilson Bezerra.

 

Terra Redação

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