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RIO_DOURADOS
30 de Outubro de 2004 08h04

Segundo dia o Festival De Monólogos, movimentou Dourados

O segundo dia do 1º Festival latino-americano de Monólogos, foi marcado por uma programação intensa que iniciou às nove horas com duas oficinas de Teatro: uma com Alexandre Roit – O Circo na Rua, no Espaço de Convivência Artística Entreartes e a outra no Teatro Municipal, O Corpo, Território do Ator, com Reynaldo Puebla. Em cada uma delas cerca de 20 participantes, atores e não atores,  fizeram relaxamentos, exploraram a mímica, a arte circense, um processo de criação, segundo a opinião dos participantes, muito prazeroso.

Às dez e meia, na reserva indígena Tengatuí, Emannuel Marinho encena Porã, para um público de crianças indígenas, que se encantaram com as palavras poéticas de ator.

A tarde no anfiteatro da UNIDERP, aconteceu a primeira mesa redonda, em que se discutiu a Arte e o Fazer Teatral em Mato Grosso do Sul e, contou, com a presença de Roberto Figueiredo, vice-presidente do Conselho de Cultura do estado MS, que expôs mais sobre o Fundo de Investimento a Cultura, esclarecendo que não estava falando ali como governo e, sim, como membro do Conselho de Cultura, como uma pessoa atuante no Fórum de Cultura e, como uma pessoa que há 25 anos faz teatro no estado. Segundo Figueiredo, “o teatro no estado clama por um salto de qualidade, está faltando algo novo, pois quando se fala no teatro de MS, a referência ainda continua sendo a Cristina Mato Grosso.” Danino Rosset, presidente da Federação sul-mato-grossense de Teatro, iniciou sua fala, expondo que iniciou sua formação de teatro no EntreArtes e que estava muito feliz de participar em uma mesa onde o foco das reflexões era as artes cênicas, com pessoas tão gabaritadas do Teatro, como o Graça Veloso e o Roberto Figueiredo. Falou um pouco da sua carreira e formação e convidou para o evento que marcará os 25 anos da FESMAT, agora em novembro.

A última fala da mesa foi de Graça Veloso, reportando-se a uma aula magna do seu doutorado que assistiu na Universidade Federal da Bahia, que em resumo chamou a atenção da platéia presente da importância de se conviver com a diversidade, que isto é rico, ao invés de ficar no discurso de ataque. O importante é saber “comer acarajé e tomar coca-cola junto.” Ressaltou que os fundos precisam valorizar o fazer teatral em todas as suas vertentes e disse que a festa do Divino, por exemplo no estado de Goiás é algo que nunca recebeu um incentivo e, na sua opinião deveria. Esta atividade dentro da programação do festival latino americano, foi bastante interessante para uma cidade que está se tornando cada vez mais universitária.

 No final da tarde, 17:30h., Alexandre Roit apresentou o espetáculo Pelada de Rua no calçadão, em frente a escola Presidente Vargas, reunido os curiosos, com seus malabares, laço, chicote e acrobacias. A história é de um artista de rua que precisa provar o tempo todo que é um verdadeiro artista de rua. Mesmo com essa necessidade, ele sabe que mais importante ainda é revelar ao mundo a sua grande descoberta: o método de transformar um cidadão comum num fenômeno do futebol. Da platéia ele convoca os outros personagens fundamentais dessa 'Pelada na Rua': o artilheiro, o goleiro, o bandeirinha. Todos, cúmplices de uma grande brincadeira. Foi um momento de descontração e muito gostoso da programação do festival, o público animado correspondeu a esta brincadeira de fazer teatro.

A noite, mais três monólogos foram apresentados para um teatro lotado. A primeira peça, foi a Dama das Margaridas que iniciou junto com a entrada do público ao recinto. Com um som de mar e navio, a atriz Melize Zanoni, já se encontrava no palco encenando. Foram 40 minutos de uma belíssima atuação da atriz que interpretou o personagem Alva, uma atriz que na década de sessenta após sofrer algumas desilusões, resolve se enclausurar para fugir da sociedade e de seus problemas. Cria seu próprio mundo, transformando sua vida em frases feitas e se apropriando de seus personagens para tentar preencher sua identidade que já não existe e fugir da realidade que a cada momento insiste em confrontá-la.

Logo depois, foi a vez de Chá de Cadeira, com a interpretação de Verônica Nobili, que divertiu o publico presente, principalmente as crianças, com sua máscara que compõe o personagem de Dona Pasquella. No encerramento da Noite o espetáculo Rubens /Ataud de Campo Grande, que encantou o publico pela bela interpretação do ator Isac Zampieri e pela beleza da plástica que compõe a peça.

Ao final de cada monólogo, houve um breve debate dos atores e diretores, propiciando ao publico a oportunidade de se aproximar mais do ator, uma novidade implantada nesse festival de monólogos e que tem agradado muito as pessoas.

No encerramento da noite foram todos comemorar no restaurante Aroma de Pizza, onde se encontraram com a grande diva do cinema Brasileiro, Tônia Carrero, que já encontra na Cidade, para uma palestra hoje a tarde no teatro da UNIDERP, a partir das 16 horas, com o tema: “ O artista e seu Universo”.

 

 

Fátima News

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