Menu
LIMIT ACADEMIA
quarta, 16 de janeiro de 2019
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
Busca
ITALÍNEA
Brasil

Secretária Municipal aponta alternativa para crise HU de CG

14 Set 2004 - 07h42
Uma solução para a crise no Hospital Universitário de Campo Grande foi apresentada pela Secretária Municipal de Saúde, Beatriz Dobashi, na audiência pública realizada hoje à tarde na Assembléia para debater o assunto. Na avaliação da Secretária, o déficit mensal de 400 mil reais do HU pode ser suprimido transformando a gestão atual do hospital numa cogestão da qual participariam o município, o estado e a união. Mas Beatriz Dobashi fez um alerta sobre a  necessidade da direção da instituição reabrir os serviços do pronto socorro para que o município tenha condições legais de encaminhar o novo contrato financeiro de cogestão ao Ministério da Saúde.

   O Diretor Clinico do HU, Clodoaldo Conrado, reclamou dos baixos valores pagos pelo SUS para os procedimentos médico-hospitalares. Disse que desde 1992 o Sistema Único de Saúde não atualiza a tabela de valores, enfatizando que nestes doze anos “houve um aumento de material , medicamentos , plantões hospitalares, sem contar que os aparelhos da instituição estão sem manutenção”. Na questão do reajuste da tabela do SUS, implantado em 5.561 municípios do país , Beatriz Dobashi foi taxativa : “ Não vejo perspectivas de aumento, a Rede do Sistema Único de Saúde jamais será satisfatória, no entanto existem procedimentos que dão mais lucros e outros que não”.

   Para o acadêmico de medicina da Universidade Federal do estado, Éder Gatti, “os problemas no Hospital Universitário atrapalham nossa formação acadêmica e comprometem o atendimento à população”. Ele espera que na reunião promovida pela Comissão de Saúde do legislativo “o município, o estado e a administração do HU encontrem uma saída para a crise”.

  O Procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Alexandre Gavronski, aproveitou a audiência para tecer duras críticas à lei Estadual 2261 – Lei do Rateio – que considera inconstitucional e acredita que deveria ser revogada. “Esta lei retira 24% dos recursos da saúde, se fosse revogada garantiria um bom aporte de verbas para o setor”, explicou o Procurador.

   Os números das perdas no orçamento da saúde com a Lei do Rateio foram apresentados pelo Presidente da Comissão de Saúde, Nelsinho Trad (PMDB): “No período de 2002 a 2004 subtraíram aproximadamente 200 milhões de reais do setor”, afirmou o deputado. Nelsinho disse ainda que chegou a apresentar um projeto de lei para revogar a norma do rateio “mas, como somos minoria diante da forte base de apoio ao governo, a matéria acabou arquivada pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia”.

   O Superintendente da Secretaria Estadual de Saúde, Nilo Sérgio Leme, defendeu a posição do  governo na reunião. Esclareceu que “o estado não está ausente nos problemas do Hospital Universitário, e, nos últimos três anos, repassou 600 mil reais à instituição, além de ter gasto um milhão de reais em equipamentos”.

 

 

Assembléia Legislativa

Deixe seu Comentário

Leia Também

GASES MORTAIS
Homem morre após segurar peidos na casa da namorada
REALITY SHOW
'BBB 19': Danrley diz ser virgem, e irmã brinca: 'Nem no signo'
ALERTA
Smartphone afeta a saúde mental, e o dano pode começar em crianças de 2 anos!
TRAGÉDIA
“Tentei socorrer ele, mas não deu certo”: conta filho de motociclista levado por enxurrada
FURIA DA NATUREZA
Enxurrada derruba casa e provoca pânico e destruição
NOVELA GLOBAL
Gabriel e Valentina viram inimigos mortais em 'O sétimo guardião'
REALITY SHOW
BBB 19 começa hoje. Na Rocinha Casa de Darnrley vira "QG" de Torcida
POSSE DE ARMAS
Bolsonaro assina nesta terça-feira decreto que facilita posse de armas
HEROINA
Professora Helley, que salvou crianças de incêndio em Janaúba, é homenageada e dá nome a rodovia
FAMOSIDADES
Doente, José Mayer foi esquecido pela Globo e abandonado por ‘Amigos’