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15 de Setembro de 2004 14h01

Saúde quer aumentar índice de amamentação no Brasil

A solidariedade é o que leva muitas mulheres a doar leite materno. Lidiane Antunes Silva tem um bebê de 17 dias. Ela produz muito leite e quando ficou internada no Hospital Regional de Taguatinga, no Distrito Federal, para ter o bebê, viu que algumas crianças precisavam do alimento. “Eu resolvi doar porque tinha muito leite e acho um desperdício tirar o leite e jogá-lo fora, sendo que quando fiquei internada percebi que algumas crianças necessitavam dele para sobreviver”, conta.

A falta de informação e a cultura da alimentação artificial são os grandes obstáculos que as autoridades em saúde pública no Brasil enfrentam para conscientizar a mulher sobre a importância da amamentação. A opinião é da médica Sônia Salviano, coordenadora da Política Nacional de Aleitamento Materno do Ministério da Saúde. “Há uma grande falta de informação sobre o assunto e as indústrias que comercializam leite infantil divulgam que o leite artificial é melhor, quando nós sabemos que nada se compara à amamentação”, informa Sônia Salviano.

Ela informou ainda que o índice de amamentação no país é muito baixo. “A última pesquisa realizada em 1999, nas capitais e no Distrito Federal, indicou que as crianças brasileiras mamam exclusivamente no peito apenas 23 dias, em média, quando o recomendado é 180 dias. Quando é inserido outro tipo de alimentação, a criança brasileira mama apenas nove meses, quando o recomendado é dois anos ou mais”, afirma. Sônia Salviano lembra que a Semana Mundial da Amamentação pretende mudar esse quadro.

A coordenadora explica que o Brasil possui taxa de mortalidade infantil ainda considerada elevada e que a amamentação pode ser uma arma contra as doenças que atingem as crianças.
Destaca que o país tem uma das políticas públicas mais avançadas do mundo de promoção da amamentação. Segundo ela, o Brasil tem também uma grande rede de bancos de leite humano, que incentiva a amamentação e orienta a mulher como proceder em caso de dificuldades. “Nós temos esse grande diferencial, e isso pode ajudar a incentivar a amamentação no país, afirma.

Lidiane Antunes explica que na hora de tirar o leite para doar, adota todos os procedimentos recomendados pelo pessoal do Banco de Leite. “Eles aconselham a lavar as mãos até a altura dos cotovelos, usar luva e máscara e colocar o leite num vidro esterilizado”, acrescenta. Ela disse que também recebeu informações no Banco de Leite de como amamentar o seu bebê. “Eles me ensinaram que a criança deve colocar na boca toda a auréola do mamilo da mãe; minha filha estava fazendo de forma errada e pude corrigir”, afirma.

A filha de Elisângela Monteiro Oliveira tem um mês e 20 dias e está crescendo forte e sadia graças à ajuda das doadoras do Banco de Leite do Hospital Regional de Taguatinga. O bebê nasceu prematuro e seu leite não era suficiente para alimentá-lo. Por isso, uma vez por semana Elisângela vai ao hospital buscar 500 ml de leite materno para complementar a alimentação da filha. “Uma vez por semana eu passo no hospital e pego 500 ml. O leite está congelado, quando vou usá-lo descongelo em banho-maria. Minha filha nasceu com sete meses de gestação, tenho pouco leite, mas faço a complementação com o alimento que recebo do Banco de Leite”, explica.
 
 
Agência Brasil
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