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1 de Julho de 2004 13h00

Saddam Hussein desafia tribunal iraquiano

O ex-presidente do Iraque Saddam Hussein compareceu nesta quinta-feira a um tribunal em Bagdá, que o informou sobre as sete principais acusações que pesam contra ele por crimes contra a humanidade.

Saddam qualificou o local de "teatro" a serviço do presidente americano George W. Bush e se negou a assinar a ata de acusação.

Durante a audiência, o ex-ditador, de 67 anos e que pode ser condenado à morte, pena restabelecida no Iraque, adotou uma posição de desafio, às vezes calma e outras combativa, mas sempre confiante, com um olhar duro em direção ao magistrado à sua frente.

Saddam questionou, do ponto de vista jurídico, as acusações formuladas contra ele e invocou as garantias que a Constituição iraquiana lhe confere. "Permita-me não assinar (a ata de acusação) sem a presença de um advogado", disse ao juiz que tentava convencê-lo do contrário.

O ex-presidente chegou ao Tribunal Especial Iraquano (TSI) em um comboio composto por um ônibus blindado, quatro veículos Humvee e uma ambulância. Desceu do ônibus escoltado por dois guardas iraquianos, enquanto outros seis se posicionavam nas portas do tribunal. A audiência durou 30 minutos.

Vestido com um terno cinza e uma camisa branca, sem gravata, Saddam Hussein não esteve algemado durante a audiência. Mais magro, complementando suas declarações com gestos, qualificou o tribunal de teatro para a campanha eleitoral do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, a quem definiu de um "ser abjeto", segundo um alto funcionário do TSI.

"Sou o presidente da República Iraquiana e sou iraquiano", reiterou em várias ocasiões.

Imagens de Saddam Hussein durante a audiência, exibidas pelas emissoras de televisão internacionais, mostraram um homem mais fraco, porém lúcido e alerta, com barba, respondendo às perguntas do juiz, fazendo anotações em um papel colocado sobre os joelhos.

Estas foram as primeiras imagens do ex-ditador divulgadas desde as que foram mostradas após sua captura pelo exército americano no dia 13 de dezembro do ano passado no norte do Iraque.

Saddam justificou vigorosamente a invasão do Kuwait em agosto de 1990, alegando que esse país era "um território iraquiano". "Como podem defender esses cães que transformaram as iraquianas em prostitutas por 10 dinares?", perguntou, ao falar sobre os kuwaitianos.

Nesse momento, recebeu uma advertência do juiz para que não usasse essa linguagem em uma sala de tribunal.

Saddam Hussein é acusado de crimes contra a humanidade pela utilização de gases tóxicos contra os curdos de Halabja (1988), pelo massacre da rebelião xiita (1991), pela guerra contra o Irã (1980-1988), pela invasão do Kuwait (1990) e o assassinato de autoridades religiosas xiitas e chefes de partidos políticos.

Por motivos de segurança, o rosto do juiz que presidia a audiência não foi mostrado de frente nas imagens divulgadas.

Outros 11 dirigentes do antigo regime também serão indiciados.

Depois da transferência da custódia legal do ex-presidente às autoridades iraquianas, o primeiro-ministro Iyad Allawi afirmou que a justiça do país possui "grandes quantidades de documentos de acusação Saddam Hussein".

Enquanto isto, o mês de julho começou com vários atos de violência no Iraque. Um soldado da força multinacional morreu e outros dois ficaram feridos nesta quinta-feira perto de Mossul (norte), 370 km ao norte da capital, informa um comunicado militar americano. Além disso, a polícia iraquiana anunciou a morte de dois iraquianos na explosão de uma bomba durante a passagem de um comboio militar americano no centro de Bagdá. O atentado aconteceu no bairro Al-Jadra.

Um alto funcionário do ministério iraquiano das Finanças morreu em um hospital de Bagdá, poucas horas depois de ter sido gravemente ferido em um atentado, no qual morreram seu motorista e um de seus guarda-costas.

Além disso, um civil morreu e quatro policiais ficaram feridos na queda de um míssil na sede da Câmara de Comércio de Mossul.
 
 
EFE
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