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Ronaldinhos devem formar ataque da seleção brasileira

10 Set 2004 - 14h50
 

Funcionou contra a Bolívia, um adversário que só costuma ser assustador quando recebe seus adversários nos 3.600m de altitude de La Paz e que no último domingo foi presa fácil da seleção brasileira em São Paulo pelas eliminatórias. Mas uma das principais observações do técnico Carlos Alberto Parreira no empate de quarta-feira contra a Alemanha, no Estádio Olímpico, foi a de que a formação com Ronaldinho e Adriano no ataque não é a ideal.

Assim, não será surpresa se já na partida contra a Venezuela, no dia 10 do mês que vem, em Maracaibo, Kaká e o esquema tático com Ronaldinho como único atacante fixo voltem a ser usados na seleção. Embora não tenha criticado diretamente os atacantes, Parreira deixou no ar que parte dos problemas criados pela Alemanha se deveu ao fato de que tanto Ronaldinho e Adriano são jogadores que não voltam para marcar quando o Brasil não tem a posse de bola.

E, mesmo que a Venezuela não tire o sono do treinador, o compromisso contra a Colômbia, no dia 13, em Maceió, é uma das partidas que ele considera de risco na campanha por uma vaga na Copa de 2006. Uma das dicas dadas por Parreira foi sua avaliação da atuação brasileira no segundo tempo do confronto contra os comandados de Jüergen Klinsmann.

”Tivemos problemas no primeiro tempo porque os três jogadores de frente (Ronaldo, Adriano e Ronaldinho Gaúcho) não voltavam. No segundo, a Alemanha não criou chances”, disse. Como Kaká não foi convocado para os jogos contra a Bolívia e a Alemanha, em represália à recusa do Milan em liberar o meia (além de Cafu e Dida) para o amistoso contra o Haiti, coube a Júlio Baptista entrar no lugar de Adriano e servir como segundo homem de ligação.

Nas eliminatórias, Parreira espera ver Ronaldinho Gaúcho em melhores condições, já que ele se apresentou com problema no tornozelo. Outra preocupação: Parreira quer que o Brasil atue mais como equipe, sem depender tanto de lampejos individuais. Ele viu o time um pouco apressado contra a Alemanha na transição da defesa para o ataque:

”Precisamos atuar um pouco mais como equipe, com mais posse de bola e mais toques. Mas é claro que isso também é um reflexo do fato de o Brasil hoje ser obrigado a jogar para treinar. Acabou essa história de treinar antes de jogar. Mas fiquei satisfeito porque nos saímos bem em condições difíceis, como enfrentar a França em Paris, a Alemanha em Berlim e mesmo a Irlanda, um time habilidoso e que entrou em campo em Dublin com toda a vontade do mundo”, explicou o treinador.

Em Milão, Cafu vibrou ao saber que será chamado, assim como Kaká e Dida, para enfrentar Venezuela e Colômbia pelas eliminatórias. “Ainda bem que está tudo resolvido entre a CBF e o Milan”, disse o ala.

O vice-presidente de futebol do Milan, Adriano Galliani, afirmou  que não há problema entre o clube e a CBF. “Se Haiti e Brasil não fosse agendado para dois dias antes da final da Supercopa da Liga contra o Lazio, teríamos liberado os jogadores”, afirmou.


Globo On line

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