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Roberto Jefferson se emociona com discurso de Collor

16 Mar 2007 - 15h05

O presidente do PTB, deputado cassado Roberto Jefferson (RJ), acompanhou hoje do plenário do Senado Federal o longo discurso do ex-presidente Fernando Collor de Mello sobre o processo de impeachment. Jefferson liderou a chamada "tropa de choque" do ex-presidente e foi um dos poucos parlamentares a declarar publicamente o seu voto contrário à cassação de Collor.

Emocionado, Jefferson chegou às lágrimas em partes do discurso. Na opinião do ex-deputado, Collor conseguiu resgatar o episódio do impeachment sem mágoas ou acusações. "Não há ressentimento no tom nem nas suas palavras. Ele quer enterrar um capítulo triste de sua vida e crescer com serenidade", afirmou.

Jefferson perdeu o mandato em setembro de 2005, depois de denunciar a existência do esquema do mensalão. O ex-deputado foi acusado pelo Conselho de Ética da Câmara de quebrar o decoro parlamentar ao fazer acusações sem provas e ao admitir a prática de crimes como o tráfico de influências em empresas estatais.

Ele disse não ter ressentimentos dos que foram responsáveis pela sua cassação. "Passado é passado, você não pode viver com olhos nas costas. A lição que eu recolho [de Collor] é construir sem ressentimentos", disse.

Elogios – O desabafo de Collor sobre o impeachment já dura quase três horas no plenário do Senado. O ex-presidente lê um discurso de 99 páginas para apresentar sua versão sobre o processo que resultou na perda de seus direitos políticos. Diversos senadores interromperam o discurso do ex-presidente para elogiar sua postura de enfrentar as críticas quase 15 anos depois de ser afastado da Presidência da República.

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que a Casa deve respeitar o ex-presidente independentemente de seu histórico político. "É a versão de quem viveu como protagonista de um episódio delicado. Ele caiu seja por acusações graves seja porque não fez tudo o que estava ao seu alcance para se defender", disse.

O senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) disse que Collor tentou, no longo discurso, mostrar que existiu uma "armação" para a perda de seus direitos políticos. "Eu não vou colaborar para esse julgamento. Mas reconheço que o Supremo Tribunal Federal o absolveu e o povo de Alagoas lhe mandou para cá. Tenho a expectativa de que o Brasil possa não ver repetidos aqueles acontecimentos", disse o senador.

Em diversos trechos do discurso, Collor alegou inocência e se disse injustiçado com a perda do mandato. "Declaro a minha absoluta inocência ante as imputações que, ao longo de todo o processo, me foram feitas, sem consistência, sem comprovação e sem nenhum fundamento. Fui afastado na suposição --e tão somente na suposição-- de que as acusações que me fizeram fossem verdadeiras', afirmou. O senador usou palavras como "arbítrio", "prepotência", "grande farsa" e "falsidade" para se referir ao episódio do impeachment.

Folha Online

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