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Reforma da Máxima demandou investimentos de R$ 2,3 mi

4 Abr 2007 - 16h02
“A solução da superlotação nos presídios será resolvida a médio e longo prazo em Mato Grosso do Sul. A reforma do pavilhão I veio de encontro na melhoria da segurança não só dos internos, mas também dos agentes que trabalham aqui”, afirmou o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Wantuir Jacini, em visita feita hoje (4) no Estabelecimento Penal de Segurança Máxima da Capital.

 

Entre as melhorias estão a troca e reforço das trancas das celas; a divisão do pavilhão ao meio (para diminuir o fluxo de presos em horário de banho de sol e de visita); a instalação de grades no corredor de segurança para evitar contato direto entre os agentes penitenciários e os detentos; vidros à prova de bala nas guaritas das muralhas e a implantação de filmadoras nos corredores de acesso (ao final da reforma).

 

As reformas e adaptações, inclusive na área administrativa e pavilhões de saúde, foram necessárias devido aos estragos ocasionados na rebelião dos presidiários em maio de 2006. Os trabalhos no local  começaram em setembro do ano passado. Também passará pelo mesmo processo o pavilhão II do Estabelecimento Penal. A previsão de início das obras está marcada para este mês. O investimento total na recuperação dos prédios deve ultrapassar R$ 2,3 milhões, com verbas federais e contrapartida do governo do Estado..

 

Jacini declarou que o Governo trabalha com duas vertentes a médio prazo: a construção de mais presídios e o investimento em penas alternativas. “O ideal do sistema penitenciário não só no Estado, mas também no país seria a ressocializaçao eficaz e eficiente, o que ainda não acontece. Mas nós estamos trabalhando para que isso ocorra em MS”.

 

Depois da avaliação positiva na visita do secretário e dos técnicos responsáveis, o local vai ser liberado para ocupação dos internos do pavilhão II. Os detentos transferidos para o Presídio de Trânsito só voltam para a Máxima após o término da obra, que ainda não tem data definida.

 

Também participaram da vistoria Engenheiros da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) e da Sejusp que fizeram a análise técnica da reforma para liberação do local; o juiz da 1ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, Francisco Gerardo de Sousa; o superintendente de Políticas Penitenciárias da Sejusp, Aloysio Franco; o diretor-presidente da Agepen (Agência de Administração do Sistema Penitenciário do Estado), Hilton Villassanti; um fiscal da Caixa Econômica Federal e um representante da Engepar (empresa responsável pelas reformas).

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