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Rastreabilidade bovina será obrigatória em MS, MT, RO e AC

26 Jun 2007 - 08h39

Por estarem na região de fronteira com a Bolívia, os Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia e Acre terão de implantar obrigatoriamente a rastreabilidade do rebanho bovino, que consiste no sistema via satélite que permite o acompanhamento do animal até o abate. A informação é do ex-ministro Marcus Vinicius Pratini de Moraes, presidente do Conex (Conselho Extraordinário de Relações Nacionais e Internacionais para o Desenvolvimento de Mato Grosso do Sul) e da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), que esteve ontem em Cuiabá (MT).

Segundo Pratini, o plano é do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e está sendo desenvolvido desde o início do ano pela Embrapa para combater o contrabando de gado. Na avaliação dele, enquanto a rastreabilidade não for obrigatória para todo o gado brasileiro direcionado para exportação o País não conseguirá abrir novas áreas de comércio.

De acordo com o presidente do Conex, condições para isso existem, mas falta ação, apontando ainda que ninguém vai tirar do Brasil a liderança nas exportações de carne e acredita que todas as dificuldades serão superadas. Porém, afirma ser preciso gradualmente começar a impor regras aos outros países e não somente ficar acatando decisões, como acontece agora.

O ex-ministro defende que a rastreabilidade é condição para que o Brasil abra novos mercados, mas ressalta que enquanto isso não acontece, outras medidas precisam ser tomadas. Uma delas, citada como de suma importância por ele, é concluir o episódio de Mato Grosso do Sul, atingido por um foco de febre aftosa em outubro de 2005. "Não há, no meu conhecimento, um episódio tão demorado no país". A questão ainda está na fase final dos procedimentos sanitários. Pratini diz não haver mais motivos para protelar a solução de um problema de dois anos atrás.

Visita

Outro ponto é "tirar nota 10" na visita que uma missão européia fará ao Brasil em novembro deste ano. Conforme Pratini, será um momento importante para os países da União Européia conhecerem as regiões do país e dar condições de aberturas de novas áreas para exportação. Essas questões citadas pelo ex-ministro, são essenciais, segundo ele, para que o Brasil possa vencer as restrições impostas pela UE e alguns países em relação à carne brasileira.

Mesmo assim, ele lembra que o crescimento da exportação de carne do Brasil é grande e esse avanço tem preocupado a concorrência. Por isso a UE se utiliza "abusivamente das regras de proteção sanitária". "Mas não há motivo para preocupação deles. Nosso maior crescimento é para mercados emergentes, pequenos países. Já vendemos para 180 mercados hoje".

Rússia

Sobre as relações com a Rússia, o presidente da Abiec, Pratini de Moraes, avisa que não será surpresa se o País ainda retirar mais alguns frigoríficos brasileiros da lista dos permitidos para exportar aos russos. Ele lembra que por enquanto a restrição atinge aquelas indústrias que compram carne de outros frigoríficos, os chamados ciclo 2. "Mas isso não significa que vá diminuir a exportação de carne".

Segundo ele, as negociações já avançaram bastante no estabelecimento de um acordo com as regras que o Brasil está implantando, após a missão brasileira a Moscou, há cerca de 10 dias. Entre os problemas identificados está a certificação, que surgiu por conta de uma mudança de rótulos de produtos brasileiros nos países Bálticos. "Mas não foi culpa nossa. O problema é deles e da Alfândega russa".

De qualquer forma, ficou acordado que os certificados agora serão feitos pela Casa da Moeda, para evitar problemas de falsificação. "O Brasil tem grande potencial. Só precisar defender mais seus direitos e fazer mais marketing".

 

 

 

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