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Brasil

Queda na produção de fécula de mandioca em MS

10 Jul 2004 - 09h22
Mato Grosso do Sul é o segundo maior produtor de mandioca do país, mas neste ano a expectativa de colheita ficou abaixo do esperado. A chuva e as pragas foram as principais causas na queda de produção. A cultura de mandioca no Estado tem produtividade acima da média nacional, com 20 toneladas por hectare. A média brasileira chega a quatorze toneladas.

Em Deodápolis, região sudeste do Estado – a colheita da mandioca foi prejudicada pela chuva este ano. O sol demorou a aparecer. O produtor rural, José Valdecir Moreira, disse que “há duas semanas atrás, uns quinze dias, nós tivemos muita chuva e isso atrapalhou demais a colheita. Não tem como trator e o caminhão saírem da roça carregados".

O surgimento de pragas também atrapalhou a colheita da raiz. Parte da lavoura - de 34 hectares - está perdida. O produtor explica que está totalmente seca, o que já deve ter afetado a raiz. "Nós acreditamos que seja a mosca branca, que ela trouxe e infectou as folhas, o ponteiro da rama e conseqüentemente a raiz", afirmou.

Mato Grosso do Sul é o segundo maior produtor de mandioca do país. São quase trinta mil hectares de área plantada. Este ano, a expectativa era a de colher 524 toneladas da raiz. Número que deve ficar abaixo do esperado.

Preço alto. Falta do produto no mercado. Queda na produção da indústria que transforma a mandioca em fécula: um tipo de amido.

A falta de mandioca no mercado está fazendo a produção das fecularias despencar. Na empresa visitada pela reportagem, a capacidade é a de processar 180 toneladas da raiz por dia. Mas, hoje - sem a matéria-prima suficiente - a produção caiu pela metade. De 46 toneladas por dia para 23 toneladas.

O gerente da empresa, Marcos Antônio Fernandes, disse que "faltou um pouco de matéria-prima, o preço alterou um pouco e criou uma expectativa de preços altos. Então, o que tem hoje é que tão segurando pra poder pegar um preço um pouco melhor".

A indústria ainda não calculou os prejuízos, mas sabe que foram altos. Isso por que as máquinas, que trabalham durante todo o dia, os doze meses do ano, chegaram a ficar paradas por cinco dias. Reflexo imediato no atacado: o valor da saca passou de 45 para 90 reais.

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