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Fátima do Sul, 23 de Outubro de 2017
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1 de Setembro de 2004 17h50

Quase 500 mil limpam o nome até a segunda dezena de agosto

A recuperação da economia levou o país a ganhar um contingente de 439 mil pessoas que conseguiram regularizar suas dívidas nos primeiros 20 dias de agosto, de acordo com dados do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito).

Com o nome limpo na praça, vários consumidores se reabilitaram a comprar a crédito. Em julho como um todo 923 mil pessoas saíram da inadimplência.

Até o dia 20 do mês passado, 2,550 milhões de pessoas tiveram o nome incluído no Serviço de Proteção ao Crédito, enquanto 2,989 milhões foram excluídas --daí o saldo positivo de 439 mil pessoas em dia.

Os últimos dois meses representam uma reversão na tendência de aumento na inadimplência. Em junho, por exemplo, o país ganhou 321 mil novos inadimplentes.

"Estamos tendo um reaquecimento gradual na economia, que só tende a crescer. Com isso, foi antecipada a queda na inadimplência, que tradicionalmente acontece em outubro e novembro. Neste ano, [essa tendência] já começou forte em julho", afirma Edson Monteiro, presidente do SPC Brasil.

O número de consultas ao banco de dados da organização caiu 40% na comparação com o mês de julho. "É uma queda relativamente rotineira nas consultas, seguindo a queda da inadimplência. Quando o consumidor paga, deixa de adquirir", diz Monteiro.

O volume de consultas é um dos indicadores do nível de atividade do comércio, já que ela é feita por empresas que precisam checar o cadastro de clientes que solicitam crédito para comprar produtos.

O banco de dados do SPC é composto por 140 milhões de cadastros de pessoas físicas e 16 milhões de cadastros de pessoas jurídicas. O sistema é acessado diretamente por 1,5 milhão de operadores, representantes de cerca de 550 mil empresas em todo o país.

Apesar da queda na inadimplência, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que o consumo está crescendo. No segundo trimestre, o consumo das famílias cresceu 5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Este foi o melhor resultado desde o segundo trimestre de 1997. O crédito facilitado e o crédito habitacional estariam agindo como indutores do crescimento do consumo.

A recuperação da demanda ainda depende do acompanhamento da capacidade de endividamento, da renda e da taxa de desemprego, segundo o IBGE. Em julho, a taxa de desemprego caiu pelo terceiro mês consecutivo e ficou em 11,2%, de acordo com a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE.
 
Folha Online
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