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28 de Dezembro de 2004 09h55

Quase 30% dos municípios perderam população

Em dez anos, 27,2% dos municípios brasileiros tiveram perdas populacionais. A informação é da publicação Tendências Demográficas: uma análise da amostra do Censo Demográfico 2000, do IBGE. Os municípios com maiores quedas na taxa populacional, de acordo com o estudo são Ilhéus-BA, Nilópolis-RJ, São Caetano do Sul-SP e Teófoli Otoni-MG.

Foram encontrados grandes pólos de perda populacional em regiões do extremo norte do Rio Grande do Sul, no oeste de Santa Catarina, em áreas próximas à fronteira com à Argentina, no eixo da BR 156; nos municípios da parte central do estado do Paraná, próximos à fronteira com o Paraguai, no eixo da BR 385; assim como um grupo de municípios ao norte do estado, perto dos limites com São Paulo.

Outro pólo importante foi um corredor de municípios que vai de Minas Gerais até a Bahia, entre as BRs 101 e 116. Na região Nordeste, as principais perdas ocorreram nos municípios da fronteira de Alagoas e Pernambuco e nas regiões centrais da Paraíba e do Piauí. Na região Centro-Oeste, o grandes destaques foram os municípios do norte e oeste do estado de Goiás e na região Norte, municípios pouco habitados do sudoeste regional.

Crescimento abaixo da média nacional

Já quase 40% das cidades apresentaram um ritmo de crescimento anual de 0% a 1,5%, abaixo da média nacional de 1,6% ao ano.

Com um crescimento médio, de 1,5% a 3,0% ao ano, ficaram 1164 municípios, que concentravam 63,5 milhões de habitantes, ou 37,4% da população total do Brasil. Nesse conjunto, estavam 15 municípios de capitais brasileiras: Salvador, Fortaleza, Brasília, Curitiba, Belém, Goiânia, São Luís, Maceió, Teresina, Natal, Campo Grande, João Pessoa, Cuiabá, Aracaju e Porto Velho.

Apenas 654 municípios, ou 11,9% do total, apresentaram um ritmo de crescimento anual superior a 3,0%. Eles concentravam 25,6 milhões de habitantes, o que correspondia a 15,1% da população residente no País em 2000. Nesse conjunto estavam seis municípios de capitais: Manaus, Florianópolis, Macapá, Rio Branco, Boa Vista e Palmas.

Analfabetismo cresce com declínio da população

A taxa mais elevada de analfabetismo, entre pessoas maiores de 15 anos, foi encontrada no conjunto de municípios que tiveram perda populacional entre 1991 e 2000. Foi nesse estrato que se observou também a menor média de anos de estudo (4,5) e as menores taxas de escolarização. Para o total do País, a taxa de analfabetismo, em 2000, era de 13,6% e a média de anos de estudo, 6,2.

Já a mais elevada taxa de alfabetização (88,9%) foi encontrada no conjunto dos municípios que cresceram mais de 1,5% a 3,0% ao ano. Nessa categoria, estão as maiores cidades brasileiras (69,9% dos municípios com população acima de 100 mil habitantes. Nesse estrato, foram encontradas a maior média de anos de estudo (6,6) e as taxas de escolarização mais expressivas.

 

Terra

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