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Puccinelli teria recebido R$ 100 mil de empreiteira suspeita

18 Mai 2007 - 09h16

O governador André Puccinelli (PMDB) teria recebido R$ 100 mil em 2006 da construtora baiana Gautama, peça central do suposto esquema de desvio de verbas públicas desbaratado hoje pela Operação Navalha, da Polícia Federal, segundo o site Terra. O dinheiro teria auxiliado nos gastos de campanha do peemedebista.

O Terra pediu à assessoria de Puccinelli informações sobre a doação e sobre eventuais obras da Gautama no Estado, mas, até o final desta tarde, não recebeu resposta à indagação. Puccinelli declarou gastos totais de cerca de R$ 7 milhões em 2006, a maioria oriundos de empreiteiras e bancos, segundo a Justiça Eleitoral.

Além de Puccinelli, segundo o Terra, outra doação de R$ 100 mil foi feita no mesmo ano para o senador João Bosco Papaleo (PSDB), candidato derrotado ao governo do Amapá.

Nas eleições municipais de 2004, a empreiteira contribuiu para duas campanhas do PT, em São Paulo e em Vitória. Na capital paulista, onde a então prefeita Marta Suplicy (hoje ministra do Turismo) concorria à reeleição, o comitê financeiro do PT recebeu R$ 150 mil. Na capital capixaba, João Carlos Coser recebeu uma doação de R$ 100 mil. Ele perdeu a eleição.

Procurado pelo Terra, Papaleo inicialmente disse não conhecer ninguém na Gautama. Questionado sobre a forma como recebeu a doação, afirmou que foi por intermédio de um amigo, cujo nome não revelou. Depois, disse que conheceu um representante da construtora, mas só depois das eleições, quando precisou de uma assinatura no recibo da doação. "Doação não se recusa. Mas não tenho negócios nem negociatas com essa empresa."

A assessoria de Marta no Ministério do Turismo também foi procurada e não quis comentar o assunto.

As demais doações da Gautama em 2006 foram para candidatos a deputado: Armando Alves Junior (PL-AP, R$ 30 mil), Átila Lins (PMDB-AM, R$ 40 mil), Gastão Dias Vieira (PMDB-MA, R$ 40 mil) e Osvaldo de Souza Reis (PMDB-TO, R$ 40 mil).

A Gautama, alvo principal da operação da Polícia Federal, presta serviços para diversos governos. A própria Polícia Federal já contratou a empresa.

Operação Navalha - A Polícia Federal já prendeu nesta quinta-feira durante a "Operação Navalha" 46 pessoas acusadas de fraudes em obras públicas.

Entre os presos estão o deputado distrital Pedro Passos (PMDB), o ex-governador do Maranhão José Reinaldo Tavares (PSB); o secretário de Infra-Estrutura de Alagoas, Adeílson Teixeira Bezerra; o diretor do Detran de Alagoas, Márcio Menezes Gomes; o assessor especial do gabinete do ministro Silas Rondeau (Minas e Energia), Ivo Almeida Costa; o prefeito de Camaçari (BA), Luiz Carlos Caetano (PT); e dois sobrinhos do atual governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT)- Alexandre de Maia Lago e Francisco de Paula Lima Júnior.

A operação foi deflagrada hoje pela manhã para desarticular uma organização criminosa que atuava desviando recursos públicos federais e é realizada nos Estados de Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Maranhão, São Paulo e no Distrito Federal.

A ministra Eliana Calmon, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), expediu mais de 40 mandados de prisão preventiva e 84 de busca e apreensão.

Segundo a PF, a empresa Gautama, em Salvador (BA), operava a organização criminosa infiltrada no governo federal e em governos estaduais e municipais.

O objetivo da quadrilha, de acordo com a Polícia Federal, era a obtenção de lucros através da execução de obras públicas, organizada e estruturada para a prática de variados delitos, como fraudes em licitações, corrupção passiva e ativa, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

Segundo a PF, que iniciou as investigações em novembro de 2006, a quadrilha desviou, em nível federal, recursos do Ministério de Minas e Energia, da Integração Nacional, das Cidades, do Planejamento, e do Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes). Já em nível estadual, houve fraudes nos Estados de Alagoas, Maranhão, Sergipe, Piauí e no Distrito Federal; e em nível municipal, nas cidades de Camaçari (BA) e Sinop (MT).

Cerca de 400 policiais federais participam da operação. Além dos mandados de prisões e de busca e apreensão, a ministra determinou também o bloqueio de contas e a indisponibilidade dos bens imóveis dos integrantes do esquema, e que todos os presos sejam encaminhados a Brasília.
 
Com informações do Terra e da Folha Online 

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