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PTB vai exigir de volta os cargos de Picarelli e Magali

29 Mar 2007 - 13h00

O PTB vai à Justiça Eleitoral exigir de volta os cargos do deputado estadual Maurício Picarelli e de sua esposa, a vereadora de Campo Grande, Magali Picarelli. A decisão foi comunicada pelo presidente regional do partido, Antonio João Hugo Rodrigues, e tem por base a resposta do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que, consultado pelo PFL (atual Democratas), decidiu no fim da noite de anteontem que os mandatos pertencem aos partidos e não aos candidatos.

Assim, candidato que trocou de partido após as eleições poderá ter que devolver o cargo se as legendas pelas quais foram eleitos entrarem na Justiça requerendo as vagas.

Eleito pelo PTB, Picarelli mudou para o PMDB antes mesmo da posse na Assembléia Legislativa. Magali também se tornou peemedebistas. "O PTB quer o que é do partido por direito. Na verdade, o Picarelli e a Magali nunca foram petebistas", disse Antonio João, afirmando que o casal já fazia campanha para o então candidato a governador André Puccinelli (PMDB) antes mesmo de saírem do PTB. "Eles já estavam operando para o André ainda na campanha. Eles usaram a estrutura do PTB, os recursos do partido, material de campanha e trabalhavam para o André. Não sei por quantos dinheiros o Picarelli se vendeu para o André, mas esta decisão do TSE é o prêmio justo para quem é traíra", disse o presidente regional.

Caso Picarelli e Magali percam os mandatos, eles serão substituídos pelos suplentes Cabo Almi (PT) Jamal Salem (PTB), respectivamente.

A decisão do TSE também poderá atingir os deputados Márcio Fernandes e Professor Rinaldo. Os dois foram eleitos pelo PRTB e PTdoB, respectivamente, e iniciaram seus mandatos filiados ao PSDB.

O presidente do PRTB, Mirched Jaffar Júnior, não foi encontrado para falar sobre o assunto. Já o presidente regional do PTdoB, Morivaldo Firmino de Oliveira, adiantou que o partido não pretende pedir o mandato de Rinaldo de volta. "Não recebemos nenhuma orientação da direção nacional. Além disto, o Rinaldo é muito amigo do partido".

A decisão do TSE provocou polêmica na Assembléia Legislativa. "Eu concordo plenamente com o TSE. Muito deputado eleito como oposição inicia a legislatura como situação. Já que o Congresso não vota a reforma política, o TSE está fazendo isto", disse Pedro Kemp (PT).

Marquinhos Trad (PMDB) avalia que, se Picarelli ficar sem o cargo, o partido não vai sofrer com uma vaga a menos na Casa. "Quem perde não é o partido. Quem perde é o homem que pediu voto em uma legenda e depois muda de sigla".

Favorável à decisão do tribunal, o presidente da Assembléia, Jerson Domingos (PMDB), disse que a Casa só pode se manifestar quando o Judiciário determinar a devolução dos cargos.

 

 

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