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PSOL debate hoje congresso estadual e ação contra Coronel Ivan

7 Jul 2007 - 05h22
O diretório estadual do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) reúne-se neste final de semana em Campo Grande. Na pauta do encontro estão a organização do Congresso Estadual da sigla e a entrada de uma ação pedindo investigação sobre o envolvimento do deputado estadual Coronel Ivan no esquema dos caça-níqueis.
O presidente do partido no estado, o sindicalista Henrique Martini, afirma que existe um "pacto de silêncio e conivência de todos os deputados para com os fatos que mostram o Coronel Ivan como um dos cabeças do esquema montado em cima das máquinas caça-níqueis. Até os deputados do PT estão calados".
Picarelli não age e favorece a impunidade - Para Martini, o corregedor da Assembléia Legislativa, deputado Maurício Picarelli, está sendo negligente para com a questão por não convocar o Conselho de Ética para investigar o caso. "Como é possível que um corregedor faça ouvidos moucos, cumprindo papel de avestruz que enterra a cabeça para não ver a realidade, e deixe um fato tão grave passar em brancas nuvens? Temos um deputado estadual flagrado pela Polícia Federal, com escuta telefônica que o coloca como um dos cabeças e beneficiários do esquema de caça-níqueis. Um deputado que foi comandante da Polícia Militar, que ao menos teoricamente deve combater o crime. E Assembléia não faz nada? Sequer investiga? Ou estão todos comprometidos ou os deputados estão fazendo um verdadeiro escárnio para com a população deste estado".
Martini afirma que o partido estuda uma representação formal pedindo que a Corregedoria da Assembléia convoque o Conselho de Ética para investigar o caso. "Existe um profundo mal-estar na sociedade, que quer punição para os envolvidos. A sociedade está atenta e está vendo a conivência dos parlamentares. O Psol vai mostrar para sociedade sul-matogrossense quem é quem na Assembléia".
Segundo Martini, não se trata de uma ação "pessoal" contra o Coronel Ivan. "Estamos sendo coerentes com a política do Psol em nível nacional que é a de pedir a investigação e punição de todos os envolvidos em casos de corrupção, seja de que partido for. Por isso cobramos o afastamento do presidente do Senado, Renan Calheiros e também a investigação sobre o envolvimento do coronel Ivan com a jogatina. Se ele tem culpa no cartório deve ser punido".
Ato Público – O Psol está articulando junto com outros partidos e entidades da sociedade civil um ato público em Campo Grande para cobrar o afastamento do presidente do Senado, Renan Calheiros, e a investigação do Coronel Ivan na Assembléia Legislativa. "Vamos para as ruas, pois essa crise não é uma "crise do Senado". É uma crise da sociedade brasileira como um todo. Como cidadãos temos o direito e o dever de cobrar do parlamento e do Judiciário punições para os envolvidos. Estamos organizando um ato público em Campo Grande, para a próxima semana, e na medida do possível esse ato deve ser reproduzido em outras cidades do estado. Não é um ato do Psol. É a sociedade civil que deve cobrar a punição dos envolvidos e o combate à corrupção, seja em que partido ou governo que ela exista. Queremos não só Renan fora do Congresso Nacinal, mas todos os corruptos".
Congresso Estadual – Outro tema na reunião do diretório estadual do Psol é a organização do primeiro Congresso Estadual do partido no estado. "Após a realização do Congresso Nacional, que assentou as bases políticas e organizativas do partido em nível nacional, agora vamos organizar nosso congresso estadual onde vamos discutir a situação política, econômica e social de Mato Grosso do Sul e as propostas do Psol para o estado". Segundo Martini, MS é um estado "periférico e atrasado do ponto de vista econômico e a existência do latifúndio tem contribuído para esse atraso. Latifúndio é sinônimo de concentração de renda e pouca geração de empregos. O tal do agronegócio está mais interessado no dólar do que na triste realidade da pobreza e falta de perspectivas para a maioria da população. Soja e carne são para exportação e gerar lucros. Infelizmente o governo de Zeca do PT aprofundou essa situação. Agora corremos o risco de virarmos um estado de usineiros... Vamos debater isso tudo e tirarmos um programa do Psol para Mato Grosso do Sul, um programa democrático, popular e socialista, que foi rasgado pelo PT."
A reunião do diretório estadual do Psol-MS tem início às 9 horas deste sábado (7 de julho), na sede do Sindicato dos Ferroviários (Travessa Dr. Temístocles, 64, em frente da antiga Estação Ferroviária).
 
 
 
 
Fátima News

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