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Brasil

PSDB vai ao TSE e ao MP contra reunião de Lula com prefeitos

8 Out 2004 - 14h40
Em reunião nesta quarta-feira, a executiva nacional do PSDB decidiu apresentar uma representação ao Ministério Público Federal acusando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de crime de improbidade administrativa por causa do encontro realizado no Palácio do Planalto, com os prefeitos eleitos pelo PT e o comando do partido. Se o MP aceitar os argumentos, a representação será encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Para evitar que o candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra, seja acusado de responsabilidade pela ação, apenas o líder em exercício do PSDB na Câmara, Alberto Goldman (SP), assina a representação. O crime de improbidade administrativa prevê multa pecuniária e suspensão dos direitos políticos. A representação será encaminhada ao MP nesta quinta-feira. Pela manhã, Serra acusou Lula de confundir ações de governo com ações partidárias.

A cúpula tucana considera que houve uso de patrimônio público para fins eleitorais no encontro, que reuniu toda a executiva do PT. O deputado Alberto Goldman (PSDB-SP) afirma que o encontro foi uma ilegalidade.

- O presidente já esteve inaugurando obras em São Paulo e pedindo votos para Marta Suplicy, agora se reúne no Planalto com o presidente e o tesoureiro do PT para discutir estratégia eleitoral e pedir que os prefeitos eleitos se engajem principalmente na campanha em São Paulo - afirmou.Segundo Goldman, não haveria problema se o encontro tivesse sido realizado no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente.

- O Planalto tem um simbologia, ele não é do lula nem de ninguém, é da nação brasileira, do povo brasileiro, e o presidente tem que responsabilizado por isso. Lá é um lugar para discutir problemas do povo brasileiro, não do partido do presidente - protestou.

Para o deputado tucano, Lula não entende o que significa o Estado democrático.

- Ele não entende que o aparelhamento do Estado não pode ser utilizado para fins eleitorais. De pecado venial a pecado venial quando ele vai cometer um pecado mortal?. Não é possível amainar o ato com um novo pedido de desculpa. O presidente não se dá conta de que ele não é mais militante do PT, que é presidente do Brasil - afirmou.

Em São Paulo, mais cedo, Serra disse ser inusitado o presidente usar o gabinete para questões partidárias:

- É inusitado você usar o gabinete de trabalho para gastar horas do seu tempo com questões partidárias. Isso não se faz. Isso se faz nas horas vagas, nos fins de semana, à noite, e não no horário de trabalho como se estivesse confundindo governo e partido. Há uma confusão no Brasil que está associada ao PT. Dentro de uma perspectiva republicana, governo é para servir as pessoas e não ao partido - disse Serra, após rápido corpo-a-corpo na Avenida Paulista, na região central da cidade.
 
 
O Globo

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