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Brasil

Proposta de Lula contra fome é criticada pelos EUA

21 Set 2004 - 07h10
A proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de taxar as transações financeiras internacionais e o comércio de armas pesadas para gerar um fundo de combate à fome e à pobreza no mundo foi criticada ontem no debate Dimensão Social da Globalização, em Nova York, pela ministra da Agricultura dos Estados Unidos, Ann Veneman. Ela classificou as sugestões de "irrealistas e antidemocráticas".

"Impostos globais são inerentemente antidemocráticos e sua implementação é impossível", disse Veneman, que representou o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, no encontro. Conforme o jornal O Estado de S.Paulo, para a ministra, o relatório apresentado por Lula e produzido em conjunto entre Brasil, Chile, França e Espanha, dá muita ênfase a impostos globais para levantar recursos externos.

O presidente minimizou as críticas de Veneman e atribuiu-as à proximidade das eleições nos EUA, marcadas para 2 de novembro, nas quais Bush é candidato à reeleição. "Estamos nu momento rico de eleição e, quem sabe, quando chegar em 2005, a gente vai perceber que as coisas que pareciam impossíveis serão totalmente possíveis", afirmou Lula ao jornal.

Já o presidente da França, Jacques Chirac, reagiu com indignação às críticas de Veneman. "Por mais fortes que sejam os Estados Unidos, não podemos imaginar uma resistência durável e vitoriosa a uma iniciativa aprovada por 110 países - e logo vão passar a 150 - que estão criando um movimento político totalmente novo", afirmou. Chirac também atribuiu as críticas ao momento eleitoral.

Apesar dessas críticas, Lula deverá repetir hoje, no discurso que fará na abertura da 59ª Assembléia-Geral das Nações Unidas, muitas de suas posições sobre o combate à fome e à miséria. Ontem, Lula afirmou que 110 líderes mundiais já assinaram a Declaração de Combate à Fome. "Não tenho dúvida que com a presença de todos vocês nessa reunião, os pobres do mundo começam a ter mais esperança que vamos derrotar a fome e a miséria", afirmou. A Assembléia-Geral da ONU terá como tema a construção da paz.

Conforme o jornal, o presidente deverá afirmar que, com o ódio e a insensatez aumentando no mundo, é preciso uma nova ordem política, social e econômica para derrotar a violência e o terror global. Lula dirá que o caminho da paz passa pelo combate à fome e à pobreza.

 

Terra

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