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17 de Agosto de 2004 07h59

Projeto leva noções de ética e cidadania a 26 mil escolas

Ainda neste semeste letivo, todas as escolas de municípios com mais de 100 mil habitantes poderão participar do projeto Ética e Cidadania, desenvolvido pelo Ministério da Educação em parceria com a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República. A idéia é promover ações educativas para a formação de todas as pessoas que fazem parte da comunidades escolar.

A proposta foi apresentada ontem a coordenadores dos ensinos médio e fundamental das secretarias municipais e estaduais de educação da região Centro-Oeste, no segundo encontro promovido para difundir o programa no país. Até setembro serão realizados encontros nas cinco regiões do Brasil.

De acordo com a coordenadora do projeto Ética e Cidadania, Lúcia Helena Lodi, um dos principais objetivos é fazer com que cada escola participante constitua um fórum comunitário para debater os seus problemas. Nesse fórum, alunos, pais, professores e sociedade em geral serão estimulados a discutir valores sociais, laços comunitários e responsabilidades.

A discussão será dividida em quatro eixos – Ética, Convivência Democrática, Direitos Humanos e Inclusão Social – e subsidiada por material pedagógico distribuído pelo Ministério da Educação. A coordenadora acrescenta que a expectativa é mudar o padrão de relacionamento entre os membros da comunidade escolar: “Queremos que eles aprendam a viver numa sociedade que se caracteriza pela diversidade cultural.”

Disciplina

Conselheiro tutelar da cidade de Samambaia, no Distrito Federal, Antônio Roldino Pereira Neto afirma que um dos grandes desafios dos conselhos tutelares nesses fóruns é mostrar aos pais e aos alunos qual a verdadeira função do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo ele, muitas vezes o estatuto têm sido utilizado como instrumento de ameaça por parte de alguns jovens para coagir os pais. “O Estatuto foi idealizado para proteger os direitos das crianças, e não os erros delas. O pai não pode transferir para o Estado o dever de educar o filho”, explicou.

Programa semelhante ao do governo federal é desenvolvido há três meses no município de Parnamirim, vizinho a Natal (RN). Aparecida Santos coordena os trabalhos pedagógicos e diz que o projeto tem sido bem aceito pela comunidade. Ela destaca que um dos grandes desafios dos educadores é justamente tratar a questão da indisciplina dos alunos, mas sem excluí-los. “A escola tem a função de educar e fazer com que o aluno compreenda o mundo em que está inserido. Na verdade, a indisciplina dele é resultado dessa sociedade”, afirma.

Para a coordenadora, a desigualdade social e os desajustes familiares são os principais geradores da indisciplina escolar. Ela questiona o papel dos educadores, que considera fundamental: "A gente contribui cada vez mais para a exclusão ou está aqui para incluir esse aluno na escola e na sociedade?”

O projeto Ética e Cidadania não fará parte do currículo escolar e, portanto, não é obrigatório. Somente as escolas que demonstrarem interesse em participar do programa receberão o material. O MEC oferece uma página na internet com explicações sobre o programa no seguinte endereço eletrõnico: http://www.mec.gov.br/seif/eticaecidadania/index.html.
 
 
Agência Brasil
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