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Fátima do Sul, 18 de Outubro de 2017
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30 de Julho de 2004 17h53

Programa Saúde da Família atende 67 milhões

A cena lembra a figura do médico da família de antigamente. O clínico geral Marco Aurélio Cândido, de 31 anos, visita a casa da costureira Leontina Maria Oliveira, moradora do bairro Vila Pedroso, na periferia de Goiânia. Assim que chega, logo pergunta se dona Leontina está tomando regularmente o remédio que controla a hipertensão. Ele senta, afere a pressão, examina, conversa, ouve e orienta.

O médico integra uma das 20.561 equipes do Programa Saúde da Família (PSF) espalhadas por 83,6% dos municípios do país. Dez anos após a sua criação, o programa atende hoje cerca de 67 milhões de brasileiros e carrega o propósito de reorganizar a prática da atenção à saúde em novas bases e substituir o modelo tradicional, levando a saúde para mais perto da família.

Com um orçamento estimado para 2004 de R$ 2 bilhões, o PSF prioriza as ações de prevenção, promoção e recuperação da saúde. O atendimento é prestado na unidade básica de saúde ou no domicílio por cada uma das equipes do PSF, compostas por um médico, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e entre quatro a seis agentes comunitários. Cada equipe atende, em média, 3,5 mil pessoas por mês.

Os moradores visitados são indicados por agentes comunitários de saúde, que identificam aqueles que têm dificuldade de ir até o posto de atendimento. A prioridade são as crianças, gestantes, idosos, hipertensos e diabéticos. As equipes também se mantêm atentas à ocorrência de doenças de notificação compulsória, como a hanseníase, a tuberculose e a aids.

Com esse modelo aparentemente simples de assistência à saúde, o programa constrói uma relação médico-paciente mais forte, mais estreita e de respeito.A confiança mútua facilita a identificação e o atendimento aos problemas da comunidade.

“Antes eu tinha que ir até o hospital e muitas vezes esperava horas na fila para ser atendida. Hoje recebo o médico em casa, ele cuida de mim, passa a receita dos remédios e me leva para o hospital quando é preciso”, conta dona Leontina.

A confiança também é percebida pelo profissional de saúde. “O vínculo é muito forte. As famílias têm uma confiança muito grande na gente e acabam consultando a equipe sobre diversos assuntos ligados à saúde”, completa o médico Marco Aurélio.

 
Agência Brasil
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